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Direcção do CCB já não tem ninguém nomeado pelo anterior Governo

Depois de sair pela mão do PSD em 2012, Mega Ferreira volta ao CCB pela mão do PS. Ao seu lado estão Pedro Mexia e Celeste Hagatong, administradora do BPI, que integram o novo conselho directivo. 

Centro Cultura de Belém
Jorge Godinho/Correio da Manhã
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 27 de Setembro de 2016 às 18:44
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Há um novo conselho directivo na Fundação Centro Cultural de Belém. Depois da mudança do presidente da administração, o conselho demitiu-se em Abril, dois anos antes do final do mandato. Em Setembro, o Governo de António Costa nomeou os novos nomes.

 

Mega Ferreira vai voltar à Fundação Centro Cultural de Belém. Depois de não ter sido reconduzido na presidência pelo Governo PSD/CDS, agora o Executivo socialista volta a colocá-la no conselho directo do centro cultural.

 

"As nomeações para o conselho directivo da Fundação Centro Cultural de Belém hoje publicadas em DR decorrem da lei, uma vez que os membros do anterior conselho directivo resignaram ao cargo a 27 de Abril de 2016", justifica o gabinete do Ministério da Cultura.

 

São seis os novos membros do conselho directivo cuja nomeação foi confirmada esta terça-feira, 27 de Setembro, integrando um órgão presidido por Emílio Summavielle (que este Governo, quando João Soares era ainda ministro da Cultura colocou no CCB para substituir António Lamas). O novo conselho directo conta com personalidades oriundas de diversos percursos: António Mega Ferreira liderou o CCB entre 2006 e 2012 até à não recondução decidida pelo então secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas.

 

O poeta e cronista Pedro Mexia é outro dos novos nomes nomeados. Maria Celeste Hagatong é administradora do BPI e preside à Associação de Emitentes Portugueses, também consta do grupo nomeado. Ao seu lado estão ainda o professor universitário e engenheiro Emanuel Maranha das Neves e o dirigente comunista que é também programador cultural Ruben de Carvalho, segundo a publicação do despacho dos gabinetes das Finanças e da Cultura em Diário da República.

 

Estes cinco nomes foram indicados pelo ministro da Cultura Luís de Castro Mendes. O sexto nome do conselho, indicado por Mário Centeno, é Jorge Henrique dos Santos, economistas.

 

Todos são nomeados por três anos para um cargo não remunerado, segundo aponta o despacho dos gabinetes das Finanças e da Cultura em Diário da República.

 

Além do conselho directivo, a fundação tem um conselho de administração, presidido por Emílio Summavielle, que está ladeado por Miguel Leal Coelho e Isabel Cordeiro. Foi este conselho que Mega Ferreira já liderou, tendo sido destituído em 2012 quando o Governo de Passos Coelho nomeou Vasco Graça Moura. O presidente da administração é também o líder do conselho directivo.

 

O conselho directivo tinha sido escolhido pelo anterior Governo, tendo-se demitido depois da mudança de Lamas para Summavielle na administração. Tinham mandato até 2018 mas não se concretizou. Ana Maria Gaspar, Carlos Pimenta, João Bento, Maria Simonetta Luz Afonso e Manuel Baganha são os membros de saída. 

 

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