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25 de Abril: A revolução tinha "plano B"

Otelo Saraiva de Carvalho "não admitia falhanços" no seu plano de operações que conduziu ao 25 de Abril de 1974 e ao fim da ditadura, mas tinha de reserva um 'plano B', para a Guiné, Moçambique e Açores.

Pedro Elias/Negócios
25 de Abril de 2014 às 09:00

A propósito dos 40 anos do 25 de Abril de 1974, num encontro no Posto de Comando da Pontinha, em Lisboa, onde foi instalado o controlo das operações do Movimento das Forças Armadas (MFA), o coronel Otelo Saraiva de Carvalho, na altura major e responsável pelo plano de operações da revolução, afirmou que "não admitia falhanços", mas tinha planos de reserva nos Açores e na Guiné-Bissau.

"O Vasco Lourenço preparou a tomada do quartel-general onde estava colocado [nos Açores], juntamente com o Melo Antunes", recordou Otelo Saraiva de Carvalho à Lusa, explicando que a ideia passaria por conquistar o quartel-general e com base nessa posição de força fazer exigências ao Governo para que se demitisse, ameaçando com a independência dos Açores.

Na Guiné-Bissau, a ideia não era muito diferente.

"A certa altura, recebi do ajudante de campo do general Spínola a informação de que um major de artilharia tinha vindo da Guiné e tinha ido a casa do Spínola perguntar o que havia, que não tinha havido mais comunicados nenhuns do MFA e se o general sabia de alguma coisa do movimento", contou Otelo.

Em consequência, Spínola pediu ao seu ajudante de campo para facilitar um encontro entre o major Aragão, vindo da Guiné, e Otelo Saraiva de Carvalho, que acabou por acontecer numa pastelaria perto da Academia Militar, em Lisboa, e durante o qual o capitão de Abril assegurou que "estava tudo a andar".

Caso as operações em Portugal falhassem, o MFA estava preparado para prender o comandante militar na Guiné, revelou o major Aragão a Otelo Saraiva de Carvalho no encontro que mantiveram.

"Os planos B resultaram nisso: Açores e Guiné. A malta estava preparada para tomar e prender as altas entidades de lá, anunciar ao Governo que estavam presos e [exigir] que o Governo abandonasse", declarou Otelo.

O almirante Vítor Crespo, o oficial da Marinha no comando das operações no posto da Pontinha, acrescentou que "havia um plano equivalente" ao da Guiné para Moçambique.

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