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A dois dias do início das aulas continuam a faltar 3.435 professores nas escolas

O Ministério da Educação divulgou esta terça-feira as listas de colocações dos professores. Foram colocados 6.744 docentes, ficando ainda a faltar 3.435. Apenas 11,5% dos contratados a prazo conseguiu um lugar nas escolas.

Correio da Manhã
Marlene Carriço marlenecarrico@negocios.pt 09 de Setembro de 2014 às 21:35
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Com o início do ano lectivo à porta ainda há escolas sem professores. Ao todo, continuam por preencher 3.435 horários, mais do que no ano passado por esta altura do campeonato. O processo de contratação de docentes para estes horários arrancou ainda esta terça-feira à noite.

 

A "quase totalidade dos horários não preenchidos são relativos às escolas integradas em Territórios Educativos de Intervenção Prioritária e com contrato de autonomia", revelou o Ministério da Educação em comunicado, adiantando que "serão ocupados através da Bolsa de Contratação de Escola, iniciando-se ainda hoje [terça-feira] o processo de satisfação destas necessidades com recurso à contratação". Em relação aos horários por preencher nas outras escolas, funcionará a reserva de recrutamento, sendo "dada prioridade aos docentes de carreira sem horário" e só depois serão submetidos "à bolsa de contratação de escola ou a contratação de escola".

 

As listas definitivas de colocação de docentes, relativas ao concurso de mobilidade interna e ao de contratação inicial, foram publicadas esta terça-feira. Dos 28.367 docentes contratados que tentaram a sua sorte este ano lectivo, apenas 11,5% conseguiu colocação, ou seja 3.256 professores, sendo que desses, 886 tratam-se de renovações de contratos. No ano passado, por esta altura, obtiveram colocação 4.921 docentes a prazo, mas não se pode esquecer que este ano decorreu um processo de vinculação de docentes que passou para os quadros perto de 2.000 professores.

 

Em relação ao concurso de mobilidade interna, ao qual se candidataram 4.405 docentes dos quadros sem componente lectiva, 3.488 obtiveram colocação.

 

917 professores com "horário-zero"

 

Feitas as contas, 917 ficaram sem turma atribuída, pelo que permanecem como "horários-zero", menos de metade do que em 2013.

 

O Ministério da Educação frisa que "este número de docentes sem componente lectiva irá ser reduzido significativamente ao longo das próximas semanas". Já na segunda-feira o ministro da Educação, Nuno Crato, tinha dito que "será residual, senão zero, o número de professores com horário zero [sem turma atribuída]".

 

Em relação aos horários que entretanto ficarem livres na sequência do processo de rescisões, que termina esta quarta-feira, o ministério diz que "será dada prioridade a um professor do mesmo grupo de recrutamento e do quadro da mesma escola".

 

Os professores que obtiveram agora colocação têm até às 23h59 do dia 11 para aceitar a vaga.

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