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"A geração da revolução concedeu a si mesma reformas superiores aos descontos e insustentáveis"

Quando, em nome de direitos e garantias, se estabelecem benefícios exagerados e injustificáveis, a própria lei torna-se injusta", escreve João César das Neves no "Diário de Notícias".

Negócios 17 de Fevereiro de 2014 às 16:10
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João César das Neves pega nesta segunda-feira nas palavras do presidente da RTP, Alberto da Ponte, segundo o qual a empresa tem trabalhadores que não fazem nada, para ilustrar que a geração do 25 de Abril concebeu "generosamente leis para defender os direitos dos trabalhadores" que são hoje insustentáveis e injustas relativamente às gerações mais novas.

 

"A geração da revolução concedeu a si mesma reformas superiores aos descontos e financeiramente insustentáveis", escreve no seu artigo regular de opinião no Diário de Notícias.

 

"Quando, em nome de direitos e garantias, se estabelecem benefícios exagerados e injustificáveis, a própria lei torna-se injusta. As duas décadas de euforia endividada foram férteis

Quando, em nome de direitos e garantias, se estabelecem benefícios exagerados e injustificáveis, a própria lei torna-se injusta.
 
João César das Neves

em casos destes. Agora o nosso desenvolvimento está, não só soterrado em dívida, mas travado por interesses instalados", acusa o professor universitário, ao referir que considera "curioso que estes casos surjam na RTP que, juntamente com as outras televisões, tem sido veículo para a grande operação de ocultação dos interesses”.

 

Sobre a indignação pelas medidas recentes, César das Neves diz ser uma manifestação razoável e genuína, "mas a culpa é menos da troika e do Governo que das leis irrealistas que criaram o défice". Os jovens, que pagam hoje e nunca terão tais receitas quando forem velhos são também aqui vítimas das boas intenções legais", acrescenta.

 

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