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Actividade económica com a menor quebra desde Agosto

A quebra da actividade económica abrandou, em Março pelo terceiro mês consecutivo, registando a menor descida desde Agosto do ano passado. A quebra do consumo privado também verificou um abrandamento.

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 20 de Abril de 2012 às 16:00
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O indicador coincidente da actividade económica caiu 2%, em Março, de acordo com o Banco de Portugal. Esta descida foi a menor desde Agosto do ano passado.

Março foi o terceiro mês consecutivo em que a quebra da actividade abrandou. A maior descida foi observada nos meses de Novembro de Dezembro (-3,1%).

As previsões para a economia portuguesa apontam para uma contracção da economia de 3,3% este ano, com os primeiros meses do ano a serem os mais penosos. Para o próximo ano, a perspectiva é de estagnação da economia.

Quanto ao consumo privado, o indicador coincidente revelou igualmente um abrandamento da queda. O indicador cedeu 5%, o que corresponde à menor quebra desde Outubro de 2011. Março é também, neste indicador, o segundo mês de algum alívio. A maior contracção foi observada em Janeiro, quando o consumo privado registou uma descida de 5,5%.

A quebra do consumo privado surge num contexto económico adverso (de recessão económica), que gerou a maior taxa de desemprego de sempre (15%). E surge também depois do Governo ter cortado os subsídios de Natal de todos os contribuintes e de anunciar que os funcionários públicos e reformados vão sofrer um corte dos subsídios de férias e de Natal este ano.

O receio de perder o emprego ou de ver a sua situação financeira degradar-se leva a que muitos portugueses restrinjam os seus gastos. E com o consumo privado a cair, a evolução da economia também fica comprometida.
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