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Actividade económica em Portugal entra em queda no mês de Setembro

A actividade económica em Portugal, no mês de Setembro, manteve o «perfil descendente» que tem vindo a registar desde meados de 2004, passando mesmo a apresentar uma variação homóloga negativa, anunciou hoje o Banco de Portugal, acrescentando que o consum

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 21 de Outubro de 2005 às 15:00

A actividade económica em Portugal, no mês de Setembro, manteve o «perfil descendente» que tem vindo a registar desde meados de 2004, passando mesmo a apresentar uma variação homóloga negativa, anunciou hoje o Banco de Portugal, acrescentando que o consumo privado abrandou no terceiro trimestre.

De acordo com os Indicadores de Conjuntura de Outubro de 2005, divulgados hoje pelo Banco de Portugal, o indicador coincidente mensal que mede a actividade económica registou mesmo uma quebra homóloga de 0,1% no mês de Setembro.

Esta foi a primeira queda homóloga mensal do índice pelo menos desde Setembro do ano passado. Em Agosto o índice tinha estabilizado, sendo que desde meados de 2004 que apresenta sempre quedas face às variações verificadas no mês anterior.

O Banco de Portugal acrescenta que a actividade económica em Portugal, «manteve o perfil descendente observado desde meados de 2004. Para o conjunto do terceiro trimestre o indicador coincidente mensal do Banco de Portugal registou uma variação nula, contra o crescimento de 0,4% registado no segundo trimestre.

Nos primeiros nove meses do ano este indicador acumula uma subida de 0,4%, inferior aos 1,3% registados em 2004.

A evolução deste indicador confirma os últimos dados divulgados sobre a economia nacional. Ainda ontem o INE anunciou que a actividade económica em Portugal tinha atingido um mínimo de 18 meses em Agosto.

Para a totalidade deste ano, e segundo a proposta do Orçamento do Estado, o Governo antecipa que o PIB registe um ténue aumento de 0,5%, em linha com as previsões do Banco de Portugal. Para o próximo ano está prevista uma expansão económica de 1,1%.

Consumo privado abranda

O consumo privado tem sido o principal motor da ainda fraca economia nacional nos últimos trimestres, mas até este indicador está a abrandar, segundo os Indicadores de Conjuntura de Outubro de 2005, divulgados hoje pelo Banco de Portugal.

O indicador coincidente mensal para o consumo privado registou um aumento mensal de 3,7% no terceiro trimestre, uma taxa de crescimento inferior à verificada no segundo trimestre (3,6%).

«A informação disponível para o terceiro trimestre de 2005 sobre o consumo privado sugere a diminuição do ritmo de crescimento deste agregado, em particular ao nível do consumo de bens duradouros, devendo esta evolução estar relacionada com a entrada em vigor da nova taxa normal de IVA, no mês de Julho», explica o Banco de Portugal.

Em Julho a taxa máxima do IVA aumentou de 19 para 21%, o que também acabou por beneficiar o consumo privado no segundo trimestre, com os portugueses a anteciparem o agravamento de impostos para adquirirem os bens afectados pelo aumento do IVA.

O Banco de Portugal lembra que no trimestre terminado em Agosto, o índice de volume

de negócios no comércio a retalho, divulgado pelo INE, registou uma variação homóloga em termos reais de 2,5%, o que compara com um crescimento de 3,1 e 3,8% no primeiro e segundo trimestres, respectivamente.

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