Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

Activista Luaty Beirão de regresso a casa

O activista luso-angolano Luaty Beirão passa esta sexta-feira ao regime de prisão domiciliária, assim como os outros 15 activistas detidos em Luanda. Preso desde Junho, Luaty considera a nova medida de coacção “um grande ganho”.

Miguel Baltazar/Negócios
Negócios com Lusa 18 de Dezembro de 2015 às 17:33
  • Assine já 1€/1 mês
  • ...

Seis meses depois de ser detido em Luanda, o músico e activista luso-angolano Luaty Beirão regressa a casa e fica em prisão domiciliária. Em declarações à agência Lusa, referiu que é sempre melhor poder estar ao pé da família, sobretudo poder estar com a filha que não vê desde Junho.

Luaty integra um grupo de 17 arguidos acusados de actos preparatórios de rebelião e de atentado contra o presidente angolano José Eduardo dos Santos.

O caso do luso-angolano ganhou uma dimensão internacional e despertou uma onda de solidariedade após este ter iniciado uma greve de fome – que durou 36 dias e obrigou à sua transferência da cadeia para uma clínica privada de Luanda – em protesto contra o que argumentava ser o excesso da prisão preventiva, exigindo aguardar julgamento em liberdade, como prevê a lei angolana. 

Escreve a Lusa que o juiz Januário Domingos ordenou esta sexta-feira a emissão de mandados de condução dos réus, devendo ainda hoje os 15 activistas detidos - duas respondem em liberdade provisória - seguir para as residências declaradas em tribunal para a aplicação do regime de prisão domiciliária.

Do tribunal, os réus seguiram para o Hospital Cadeia de São Paulo, onde os familiares aguardavam para seguirem para as respectivas residências, em ambiente festivo, adianta a agência.

"Fico parcialmente satisfeita só de saber que numa época festiva ele estará perto de nós, mas não deixa de ser preocupante, porque ele ainda continuará preso, dentro de casa e com as limitações que implicam a nova medida de coacção", disse à Lusa Mónica Almeida, esposa de Luaty Beirão.

Menezes Cassoma, porta-voz dos Serviços Prisionais informou que a execução da nova medida de coacção será garantida por mais de 150 agentes da autoridade. Não está prevista para já a utilização de pulseiras electrónicas pelos réus. Questionado se os réus podem receber visitas, Menezes Cassoma referiu que apenas os proibidos pelo tribunal não podem manter contacto com os mesmos.

 

 

Ver comentários
Saber mais Luaty Beirão Angola Luanda política tribunal justiça direitos humanos
Outras Notícias