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Actualidade marca discurso de despedida de Bush

O presidente George W. Bush dirigiu quinta-feira aos norte-americanos uma mensagem de despedida que reflecte as realidades do momento como o "orgulho" perante a chegada do primeiro presidente negro, a gravidade da crise económica e a persistência da ameaça terrorista.

Negócios com Lusa 16 de Janeiro de 2009 às 09:14
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O presidente George W. Bush dirigiu quinta-feira aos norte-americanos uma mensagem de despedida que reflecte as realidades do momento como o "orgulho" perante a chegada do primeiro presidente negro, a gravidade da crise económica e a persistência da ameaça terrorista.

Bush transmite a presidência da maior potência mundial a Barack Obama na terça-feira e nesse dia, segundo o actual presidente, "sobre os degraus do Capitólio estará um homem cuja história reflecte as possibilidades que o nosso país oferece".

"Será um momento de esperança e de orgulho para todo o nosso país", disse o presidente cessante no seu último discurso como chefe de Estado.

"Junto-me a todos os norte-americanos para apresentar os meus melhores desejos de sucesso ao presidente eleito, Obama, à sua mulher Michelle e às suas duas magníficas filhas", declarou Bush.

Bush tem sublinhado frequentemente o carácter "histórico" da chegada, primeira vez, de um negro à presidência dos Estados Unidos.

A sua última mensagem solene aos norte-americanos foi uma ocasião aproveitada para exaltar "a vitalidade da democracia norte-americana", mas também a força e o carácter dos norte-americanos nos momentos difíceis.

George W. Bush, que considerou positivos os oito anos que passou à frente da Casa Branca, aproveitou o seu último discurso público antes de terça-feira para deixar algumas recomendações.

"Conheci alguns revezes, como todos os que exerceram estas funções antes de mim. Há coisas que faria de forma diferente se tivesse possibilidade", reconheceu.

Bush relembrou o quanto os atentados de 11 de Setembro de 2001 alteraram o curso da sua presidência, perante uma assembleia que contou com cinco dezenas de testemunhas privilegiadas da sua presidência, pessoas comuns, socorristas do 11 de Setembro, os soldados destacados no Iraque e no Afeganistão ou os seus pais, bem como actores sociais.

O presidente cessante considerou "legítimo debater muito (as) decisões" que tomou no combate contra o terrorismo.

"Mas não há muitos debates a ter quanto aos resultados. A América passou mais de sete anos sem conhecer outro atentado terrorista no seu solo", sublinhou.

Bush qualificou a guerra no Iraque, uma das grandes controvérsias da sua presidência, sob o signo do combate contra o terrorismo, sem nunca utilizar a contestada frase "de guerra mundial contra o terrorismo".

No entanto, o chefe de Estado norte-americano destacou que o Iraque e o Afeganistão são actualmente democracias.

Bush considerou igualmente que os grandes sucessos da sua presidência, para além da defesa do país foram uma reforma escolar, as medidas para a cobertura de saúde das pessoas idosas ou as deduções fiscais.

A sua administração também tomou medidas "resolutas" perante o que qualificou como uma das piores recessões das últimas décadas.

"Os tempos são muito difíceis para as famílias que trabalham no duro, mas o preço a pagar seria bem mais pesado se não tivéssemos agido", declarou.

"Mesmo nos tempos mais duros, olhamos para o vasto horizonte que se estende à nossa frente. Tenho confiança na promessa que a América oferece porque conheço a qualidade dos norte-americanos", acrescentou.

"A mais grave ameaça que pesa sobre os nossos compatriotas continua a ser um novo atentado terrorista. Devemos continuar determinados. Nunca podemos baixar a guarda", defendeu Bush, acrescentando que ao mesmo tempo, os Estados Unidos devem "continuar a dialogar com o Mundo".

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