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Advogado de Jardim Gonçalves: Valor da indemnização pedida pelo MP é "absurdo"

Magalhães e Silva, advogado do antigo presidente do BCP, Jardim Gonçalves, considerou hoje um "absurdo" o valor da indemnização "não inferior" a 10 milhões de euros pedida pelo Ministério Público (MP).

Lusa 10 de Setembro de 2013 às 19:56
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O MP pediu hoje, durante as alegações finais julgamento do BCP, a condenação de Jardim Gonçalves, fundador e antigo presidente do BCP, a uma pena de prisão até cinco anos, que pode ficar suspensa mediante o pagamento de uma indemnização "não inferior" a 10 milhões de euros.

 

Falando aos jornalistas no final do primeiro dia das alegações finais do caso BCP, no Campus de Justiça, em Lisboa, Magalhães e Silva considerou o valor "absurdo".

 

"Se saísse daqui uma condenação com valores do género, o que me parece que está fora, não só dos nossos costumes judiciários, como está fora daquilo que se passou no processo, haveria uma situação complicadíssima para os arguidos, sobretudo atendendo à idade em que se encontram e ao passado que têm na sociedade portuguesa", afirmou.

 

"Percebe-se, efectivamente, que o MP não tem critério", acrescentou o advogado.

 

O julgamento do BCP começou há um ano e as alegações finais prosseguem na quarta-feira.

 

Neste julgamento, o MP acusa os quatro responsáveis do BCP dos crimes de manipulação de mercado e falsificação de documentos por factos praticados entre 1999 e 2007.

 

A discussão decorreu em torno das 17 sociedades 'offshore', sediadas nas Ilhas Caimão, constituídas pelo BCP, para influenciar os valores de mercado das acções do banco e o 'rating' (avaliação) dos títulos do BCP.

 

A falsificação de contabilidade do banco para ocultar perdas também esteve em discussão.

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