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AEP quer que Governo gaste menos para redução da taxa social única

A AEP diz que «se o Governo gastasse menos haveria margem de manobra para a redução da taxa social única (TSU)», sugerindo que o Governo admite cumprimento de meta do défice do SPA à conta da penalização da competitividade da economia.

Bárbara Leite 07 de Setembro de 2001 às 17:54
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A Associação Empresarial de Portugal (AEP) que agrega várias empresas nacionais diz que «se o Governo gastasse menos haveria margem de manobra para a redução da taxa social única (TSU)», sugerindo que o Governo admite cumprimento de meta do défice do Sector Público Administrativo (SPA) à conta da penalização da competitividade da economia.

Em comunicado, a a associação presidida por Ludgero Marques (na foto) responde às recentes informações de que o Governo vai utilizar o excedente da Segurança Social para equilibrar o orçamento de Estado.

«As últimas previsões apontam para que o excedente da SS em Portugal ascenda no presente ano a 476,3 milhões de euros (95,5 milhões de contos), mais 437,4 milhões de euros (87,7 milhões de contos) do que era previsto», refere a AEP em comunicado.

Segundo a AEP, «só este inesperado excedente da SS permite que o Governo continue a admitir (...) cumprir a meta que se comprometeu para o défice do sector público administrativo, dada a derrapagem (...) na execução orçamental».

O Governo pretende que o défice do SPA atinja este ano os 1,1% do produto interno bruto (PIB), tal como consta no Pacto de Estabilidade e Crescimento (PEC).

A AEP, no referido comunicado, sugere que «se o Governo gastasse menos» poderia alcançar aquela meta e poderia, desse modo, «haver margem de manobra para a redução da taxa social única (TSU)» que entra nas receitas da SS, «medida que tem sido defendida pela AEP», acrescenta em comunicado.

A redução da TSU permitiria «contribuir para o alívio dos encargos que pesam sobre as empresas, penalizando sobretudo o factor trabalho e a competitividade da economia», segundo o mesmo comunicado.

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