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Aguiar-Branco desafia os críticos: “vão a votos ou calem-se para sempre”

O ex-ministro José Pedro Aguiar-Branco lançou um desafio às vozes críticas de Passos Coelho, em especial Pedro Duarte, Morais Sarmento e José Eduardo Martins: se querem chegar longe no partido, têm que ir a votos. E podem fazê-lo já nas autárquicas.

aguiar branco
Miguel Baltazar/Negócios
Bruno Simões brunosimoes@negocios.pt 02 de Abril de 2016 às 17:50
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José Pedro Aguiar-Branco disputou a liderança do PSD com Passos Coelho em 2010, posteriormente foi seu ministro da Defesa e este sábado veio defender o líder do partido com um aviso aos críticos. O ex-ministro dirigiu-se às figuras do partido que optam por não comparecer no congresso ou apresentar candidaturas a cargos. "Caros amigos, barões, aspirantes a barões, candidatos a candidatos, ‘enfants terribles’, sigam as ancestrais tradições: têm que ir a votos. Ou vão a votos ou calem-se para sempre. Isto sim é ser social-democrata", atirou.

 

E que melhor ocasião para ir a votos do que as eleições autárquicas? Aguiar-Branco aproveitou para lançar diversos nomes. Primeiro começou por destacar "Morais Sarmento, Teresa Leal Coelho, Maria Luís Albuquerque, Luís Montenegro, Teresa Morais, Paula Teixeira da Cruz ou Matos Correia" como potenciais candidatos às autárquicas – tirando Morais Sarmento, todos próximos da actual liderança do partido.

 

Depois, estendeu o "convite" aos críticos de Passos Coelho. "Alguém tem dúvidas que José Eduardo Martins é um grande candidato à nossa Câmara de Lisboa? Que o Pedro Duarte é um grande candidato à Câmara do Porto? Não tenho dúvidas algumas", afirmou, provocando surpresa na sala, que reagiu com quase nenhum aplauso.

 

Aguiar-Branco chamava a atenção para o perigo de o partido se dividir em dois: uma "Liga dos Campeões" para ministros e uma "Liga Europa", secundária, para os presidentes de câmara. Por isso, o ex-ministro defende que, "no PSD, quem quer ser barão vai a votos, por muito que apareça na TV". "Em linguagem militar, não se passa de praça a general sem mostrar valor. E autarcas são os generais do nosso partido", reconheceu.

 

E lembrou o que aconteceu em 1997, quando Cavaco Silva exigiu que os ex-ministros e secretários de Estado fossem candidatos às autárquicas desse ano. Nem mesmo o então "jovem turco, 'enfant terrible'" Passos Coelho escapou, tendo ido a votos na Amadora (onde perdeu). Outro jovem turco e "o mais terrível dos ‘enfants terribles’, Pedro Santana Lopes, por força das circunstâncias e contrariado, fez-se autarca na Figueira da Foz".

 

"PCP a caminho da irrelevância política"

 

Antes de desafiar os críticos de Passos, Aguiar-Branco tinha apontado baterias à chamada "geringonça", a forma como os partidos de direita têm apelidado a aliança parlamentar que suporta o Governo de António Costa. O ex-ministro dizia que não queria falar da "forma ignóbil como o actual Governo desrespeitou a vontade popular" e explicou as relações que existem na maioria de esquerda.

 

Existe uma "OPA amigável do BE sobre o PS, todos sabemos que está em curso uma transição pacífica do PCP para a irrelevância política e todos sabemos que está cristalizada a gabarolice bacoca do PS. Não vale a pena falar deste presente", criticou.

 

A terminar, Aguiar-Branco anunciou que será candidato à Assembleia Municipal de Guimarães.

 

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