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AIE estuda evolução energética país a país

Desde 1974, ano de criação da Agência Internacional da Energia (AIE), a procura mundial de energia registou um aumento de 96%, ao passo que o PIB cresceu 167% e a população 66%. Para comemorar os seus 35 anos de existência, a Agência lançou agora uma nova publicação, intitulada "IEA Scoreboard 2009 35 key trends over 35 years", que avalia os progressos dos membros da AIE no sentido de se adaptarem ao novo contexto energético.

Carla Pedro cpedro@negocios.pt 15 de Outubro de 2009 às 16:47
Desde 1974, ano de criação da Agência Internacional da Energia (AIE), a procura mundial de energia registou um aumento de 96%, ao passo que o PIB cresceu 167% e a população 66%. Para comemorar os seus 35 anos de existência, a Agência lançou agora uma nova publicação, intitulada "IEA Scoreboard 2009 – 35 key trends over 35 years", que avalia os progressos dos membros da AIE no sentido de se adaptarem ao novo contexto energético.

Segundo as conclusões deste estudo - que realça o facto de cada país ser único em termos de economia, geografia, clima e recursos energéticos, tornando a sua avaliação mais complexa -, os países membros da AIE têm sido bem sucedidos na diversificação do seu "mix" energético, tanto em termos de produção como de oferta.

A percentagem combinada de petróleo, carvão e gás natural caiu de 90% para 74% na produção total de energia dos países da AIE e de 93% para 82% na oferta total de energia primária, salienta o estudo, que realça o facto de a percentagem de petróleo ter sido reduzida para metade em todos os sectores, com excepção dos transportes.

Para esta "desfossilização" da produção e fornecimento de energia nos países membros da AIE contribuíram os programas de desenvolvimento da energia nuclear nas décadas de 70 e 80 e, mais recentemente, os projectos de energias renováveis não-hídricas, onde se destacam os relativos à energia eólica.

162 dias de necessidades petrolíferas em "stock"

A AIE sublinha também que os seus membros têm tido êxito no estabelecimento, manutenção e desenvolvimento de um sistema eficiente de respostas de emergência a perturbações na oferta de petróleo. "As reservas totais de petróleo nos países membros da AIE equivaliam, no final de Março de 2009, a 162 dias das importações líquidas do ano anterior, patamar bastante superior ao requisito de 90 dias definido pela Agência", avança o estudo hoje lançado em Paris.

Num relatório apresentado no mês passado, totalmente dedicado à análise da realidade energética portuguesa, a AIE referiu que o potencial de Portugal em matéria de investigação e desenvolvimento no domínio da energia é forte, mas que o financiamento público, expresso em percentagem do PIB, continua a ser o mais baixo de todos os países membros da Agência.

Aquando da apresentação do estudo, o director-executivo da AIE, Nobuo Tanaka, elogiou a eficaz implementação das políticas energéticas em Portugal, no âmbito da Estratégia Nacional para a Energia apresentada em Outubro de 2005, mas advertiu que ainda subsistem desafios, nomeadamente no que diz respeito à electricidade e gás natural.
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