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AIE reduz previsões para a procura mundial de petróleo em 2009

A procura mundial de petróleo vai descer pelo segundo ano, motivada pelo agravar da recessão mundial que continuará a penalizar o consumo, estima a Agência Internacional de Energia (AIE). A agência cortou as suas estimativas para 2009 em um milhões de barris por dia devido à expectativa de que o Fundo Monetário Internacional (FMI) vai reduzir as suas perspectivas de crescimento económico.

Raquel Godinho rgodinho@negocios.pt 16 de Janeiro de 2009 às 09:47
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A procura mundial de petróleo vai descer pelo segundo ano, motivada pelo agravar da recessão mundial que continuará a penalizar o consumo, estima a Agência Internacional de Energia (AIE). A agência cortou as suas estimativas para 2009 em um milhões de barris por dia devido à expectativa de que o Fundo Monetário Internacional (FMI) vai reduzir as suas perspectivas de crescimento económico.

As estimativas da AIE apontam para que o consumo recue 0,6% para 85,3 milhões de barris por dia. Esta não é uma perspectiva isolada. Também a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), o JPMorgan e o Deutsche Bank já haviam dito que a procura iria cair este ano.

A procura estimada pelos países industrializados que fazem parte da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) foi reduzida em 530 mil barris por dia para os 46,3 milhões de barris por dia. A procura nos países em desenvolvimento foirevista em baixa em 480 mil barris por dia, pelo que crescerá 1,8% para os 38,9 milhões de barris.

“As principais instituições, incluindo o FMI, estão no processo de rever em baixa as suas estimativas”, afirmou David Fyfe, responsável pela divisão da indústria de petróleo e mercados da AIE, citado pela agência Bloomberg. “É claramente certo que o FMI vai fazer uma revisão em baixa”, acrescentou o mesmo responsável.

Esta quebra da procura em dois anos consecutivos é a primeira desde 1983.

Os preços do petróleo nos mercados internacionais já caíram mais de 100 dólares desde que atingiram o valor mais alto de sempre, acima dos 147 dólares, em Julho do ano passado. A pressionar a matéria-prima estiveram as más notícias das principais economias do mundo que entraram em recessão, o que acentuou as preocupações de que a procura de combustíveis iria cair.

A AIE também reviu em baixa as suas estimativas para o crescimento económico global de 2009 em metade para 1,2%.

Ontem, a OPEP anunciou que estima que a procura do petróleo deverá diminuir 4,2% em 2009, o que corresponde a uma queda de 1,4 milhões de barris diários para os 29,5 milhões.

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