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Alargamento de horários dos hipermercados "cheira a circulação" de favores

Carvalho da Silva acusou hoje o Governo de ter aprovado "às escondidas" a liberalização dos horários das grandes superfícies numa lógica de troca de favores com os grandes grupos económicos.

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“Cheira profundamente a circulação de factores e de interesses entre o poder económico e o político”, salientou o líder da CGTP. Em conferência de imprensa, Carvalho da Silva acrescentou que cerca de dois terços das grandes superfícies que beneficiam da medida pertencem ao grupo Sonae.

“Cada um tira as ilações que quiser”, sublinhou.

Os sindicatos temem que as grandes superfícies tentem novamente flexibilizar a regulamentação dos horários, alargando-os até 60 horas semanais. No final do ano passado, foi feita uma proposta neste sentido, que acabou por ser retirada depois de uma mediatizada ameaça de greve no período do Natal.

Manuel Guerreiro, responsável do sindicato do Comércio, afirmou que apesar de terem retirado a proposta, estas “empresas fazem uma tentativa sistemática” no sentido de “forçar os trabalhadores a alargar os horários”.

Carvalho da Silva criticou o que considerou ser falta de frontalidade do ministro da Economia, Vieira da Silva, que na véspera da aprovação do diploma em Conselho de Ministros, não informou, durante a reunião de concertação social, os parceiros sobre este assunto.

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