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Alberto João Jardim: "Há um particular interesse de nos crucificar"

O presidente do Governo Regional da Madeira disse hoje que existe um "particular interesse" de crucificar a região e avisou que recorrerá à "legítima defesa" se determinadas entidades "continuarem discricionariamente a provocar o povo madeirense".

Lusa 09 de Agosto de 2011 às 21:11
"No caso da Madeira, parece que há um particular interesse de nos crucificar, é uma inveja sobre a Madeira que eu não percebo, é um mau carácter quando se considera as coisas da Madeira que eu não percebo", afirmou Alberto João Jardim, na inauguração das obras de correcção e pavimentação de uma rua na freguesia do Faial, concelho de Santana.

Num dia em que o Tribunal de Contas anunciou que a dívida financeira da Madeira aumentou no ano passado 99,4 milhões de euros e recomendou à Secretaria Regional do Plano e Finanças para ter atenção ao limite máximo de endividamento, o chefe do executivo madeirense declarou, sem qualquer referência ao tribunal: "É uma hostilidade que eu também não entendo".

A auditoria do Tribunal de Contas mostra que o governo regional da Madeira pagou despesas de funcionamento com verbas concedidas para financiar a reconstrução na sequência do temporal de 20 de Fevereiro de 2010, noticia o “Público”. Alberto João Jardim referiu que, apesar dos "cortes" financeiros, a Madeira está a fazer um "esforço enorme", seja através do sector público ou do sector privado, desafiando os madeirenses a "saber resistir".

"Temos que ter esta alma de resistência", principalmente "no período que agora se vive e não é novidade porque isso já sucede desde 1980 [...]. Foi por isso que há poucos meses atrás eu alertei o senhor Presidente da República como alertei já este Governo que sempre que estamos neste período próximo de eleições aparece umas entidades que são da República sempre prontas a nos fazer a vida um inferno", declarou.

O presidente do Governo Regional da Madeira acrescentou ter ainda alertado o chefe de Estado e o Governo da República de que a Constituição prevê o "recurso à legítima defesa" se "essas entidades continuarem discricionariamente a provocar o povo madeirense só porque não estão sob a tutela do governo da região".

"É o que nós vamos fazer dentro da legalidade", assegurando, explicando: "Não é preciso andar ao soco e à bofetada para se defender".

Para Alberto João Jardim, "há muita maneira de se defender, mas a melhor maneira de se defender é ainda a de cobrir de ridículo o adversário, é ainda a de gozar".

"Mesmo que estejam a ser injustos connosco, nós temos que estar com um sorriso nos lábios e nos rir de quem nos quer mal. Esta é a maneira inteligente de enfrentar as contrariedades", porque o "pior" seria levar "a sério" os adversários, sustentou. Numa auditoria aos empréstimos contraídos pela Região Autónoma da Madeira em 2010, a Secção Regional da Madeira do Tribunal de Contas refere que foram contraídos nesse ano "empréstimos de médio e longo prazo no montante global de 146,8 milhões de euros".

Deste valor, "51,8 milhões de euros foram aplicados na substituição de dívida e 95 milhões constituem novos empréstimos, totalizando, no final do ano, a dívida financeira cerca de 963,3 milhões de euros, mais 99,4 milhões de euros face ao ano anterior".

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