Europa Alemanha escapa a recessão no final de 2018, mas por pouco

Alemanha escapa a recessão no final de 2018, mas por pouco

A maior economia da Zona Euro estagnou no quarto trimestre, escapando por pouco a uma recessão técnica.
Alemanha escapa a recessão no final de 2018, mas por pouco
Tiago Varzim 14 de fevereiro de 2019 às 08:00
O PIB alemão contraiu no terceiro trimestre do ano passado pela primeira vez desde 2015. Caso repetisse a queda no trimestre seguinte entraria em recessão pelo que a expectativa era grande para saber o comportamento da maior economia da Zona Euro. Os dados revelados esta quinta-feira, 14 de fevereiro, mostram que o PIB estagnou, escapando por pouco à recessão. 

Segundo o gabinete de estatística alemão, o crescimento em cadeia (de um trimestre para o outro) no quarto trimestre foi de 0%, depois dos -0,2% do terceiro trimestre. A Alemanha entraria em recessão técnica caso registasse um segundo trimestre consecutivo de contração da economia, tal como aconteceu em Itália

O PIB alemão escapou a esse cenário graças aos contributos positivos da procura interna, principalmente a aceleração do investimento (formação bruta de capital fixo) que aumentou na construção, nas máquinas e nos equipamentos. O consumo privado aumentou ligeiramente assim como o consumo público.

Contudo, o comércio internacional continuou a pesar nas contas ao dar um contributo negativo. Os cálculos provisórios do gabinete de estatística alemão apontam para um aumento das exportações de bens e serviços ao mesmo ritmo das importações na comparação trimestral. 

Em termos homólogos (em comparação com o mesmo período do ano transato), o PIB cresceu 0,6% no quarto trimestre, travando face aos 1,1% do terceiro trimestre. 

No conjunto do ano, a economia alemã cresceu 1,5% em 2018, desacelerando face aos 2,5% registados em 2017. Este é o ritmo de crescimento mais baixo da maior economia da Zona Euro desde 2013. 

Na comparação anual, a procura interna também teve um desempenho positivo, tanto no consumo privado como no consumo público, ainda que o ritmo de crescimento de ambas tenha sido a menor em três anos. O investimento (público e privado) aumentou 4,8%, assinalando-se as subidas nas máquinas, nos equipamentos e na construção. 

Na procura externa, a Alemanha sentiu as ondas de choque das tensões comerciais e da desaceleração mundial. A economia da Zona Euro campeã das exportações manteve o crescimento das vendas ao exterior, mas este foi bem mais tímido do que nos últimos anos. As exportações subiram 2,4% ao passo que as importações cresceram 3,4%, tendo o saldo comercial piorado. 

Os dados publicados pelo gabinete de estatística alemão são ajustados de sazonalidade e de efeitos de calendário.



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