Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

Alemanha confirma que quer regulamentar "incumprimentos ordenados"

Berlim confirmou hoje que o acesso ao sucessor do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF), que está a co-financiar os empréstimos a Portugal, Grécia e Irlanda, exigirá que se pondere, logo à partida, a possibilidade de reestruturação de dívida, para que o "fardo" assumido pelo Estados - e contribuintes europeus - seja o menor possível.

Negócios negocios@negocios.pt 18 de Novembro de 2011 às 16:00
  • Assine já 1€/1 mês
  • 6
  • ...
O Ministério alemão dos Negócios Estrangeiros confirmou hoje que o Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE), que deverá suceder ao FEEF em 2013 - exigirá, ao contrário do que seu antecessor, que se pondere, desde logo, a reestruturação da dívida de um país do euro em dificuldades, antes que este peça ajuda aos seus parceiros.

A confirmação surgiu depois de o jornal britânico "Daily Telegraph" ter divulgado um documento interno do Ministério alemão em que surgia essa exigência para o sucessor do FEEF.

“Não há nada de secreto sobre isso”, afirmou hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros alemão, Guido Westerwelle (na foto), citado pela agência noticiosa da Alemanha, a DPA.

“Deve haver também a opção de um incumprimento ordenado (de um Estado membro em dificuldades) para reduzir o fardo dos contribuintes” do outros Estados-membros que estão a pagar os resgates, refere o documento.

Esta exigência da Alemanha vem de Outubro de 2010. Foi na cimeira franco-germano-russa, em Deauville, que Angela Merkel pela primeira vez quebrou o mito que disse ter sido "criado pelos mercados" de que nenhum país do euro entraria em insolvência – porque, achavam (erradamente) que a Alemanha estaria, no fim da linha, disposta a pagar a conta.

A partir de então, a Alemanha começou a bater-se para que a Zona Euro enquadrasse jurificamente as "insolvências ordenadas", o que acabou por ficar inscrito no MEE. Antes de receber ajuda dos seus parceiros, os Estados que estiverem à beira do incumprimento terão de negociar directamente com os credores prazos de maturidade mais longos e/ou a redução dos respectivos créditos. É o que está agora a ser feito com a dívida grega, após ano e meio de ajuda da UE e do FMI sem resultados.

Ver comentários
Saber mais Alemanha incumprimento default
Outras Notícias