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Alemanha e Reino Unido "prontos" para ajudar a Irlanda

“Estamos prontos para ajudar em qualquer situação”. A renovada garantia foi dada esta manhã pelo ministro alemão das Finanças. Também o britânico assegurou que, mesmo não estando no euro, o Reino Unido contribuirá para um provável pacote de ajuda à Irlanda.

Eva Gaspar egaspar@negocios.pt 17 de Novembro de 2010 às 09:28
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À chegada à reunião dos ministros das Finanças da União Europeia, que decorre hoje em Bruxelas no seguimento do encontro de ontem reservado aos responsáveis dos 16 países do euro, Wolfgang Schaüble começou por dar um voto de confiança ao Governo irlandês e recusar que tenha sido a Alemanha a forçar Dublin a iniciar negociações formais com o FMI, BCE e Comissão Europeia com vista a preparar um programa internacional de apoio ao seu sector financeiro.

“A Irlanda tem mostrado grande responsabilidade e capacidade de actuar ao longo destes dois anos de crise e é por isso que não precisa do conselho de qualquer outro Governo”, disse o ministro alemão. Em simultâneo, Schaüble assegurou que, em caso de necessidade, “estamos prontos para ajudar em qualquer situação”.

Também o Reino Unido se diz “pronto” para participar numa ajuda da zona euro e do FMI à Irlanda, segundo garantiu esta manhã em Bruxelas, o ministro britânico das Finanças, George Osborne.



“A Irlanda é o nosso vizinho mais próximo. É do interesse nacional britânico que a economia irlandesa tenha sucesso e nós queremos um sistema bancário estável. Portanto, a Grã-Bretanha está pronta para apoiar a Irlanda" naquilo que necessitar, argumentou, citado pela agência Lusa.




Depois dos irlandeses, os bancos britânicos são os mais expostos à dívida soberana irlandesa e têm fortes ligações ao sector bancário do país vizinho. Seguem-se os bancos alemães.




Dublin inicia conversações com FMI, BCE e CE

A Irlanda acabou ontem à noite por aceitar iniciar negociações "rápidas e concisas" com o Fundo Monetário Internacional, BCE e Comissão Europeia com vista a "preparar um potencial programa de apoio" à banca irlandesa, de modo a garantir que as verbas necessárias estarão rapidamente à disposição "caso se revelem necessárias".



Se a Irlanda pedir formalmente ajuda, a Europa estará então em condições de socorrer a banca do país "num prazo de cinco a oito dias úteis" e será capaz de disponibilizar "montantes significativos" através do Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF), afirmou o comissário do euro, Olli Rehn.


Segundo a Imprensa internacional, em causa estará uma ajuda de 80-100 mil milhões de euros. Este valor coincide com cálculos apresentados nesta semana pelo Barclays Capital em torno das necessidades de recapitalização da banca irlandesa até 2013. Coincide ainda com as estimativas mais elevadas – 80 mil milhões em vez de 50 mil milhões de euros - que vários analistas fazem da injecção total de capitais públicos que o Estado irlandês terá de realizar para evitar o colapso do seu sistema financeiro.

A Grécia recebeu em Maio a promessa de uma ajuda internacional (da Zona Euro e do FMI) de 110 mil milhões de euros por três anos. Foram já transferidas as duas primeiras tranches. A terceira, de 9 mil milhões de euros, deverá ser libertada em Janeiro, e não em Dezembro, como inicialmente programado, com os credores internacionais a quererem ver primeiro os resultados da consolidação orçamental no fecho deste ano.
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