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Alemanha quer colaborar "estreitamente" com novo Governo grego

A Alemanha declarou a sua vontade de cooperar "estreitamente" na crise de refugiados e na questão da dívida grega com o novo Governo da Grécia, formado pelo primeiro-ministro Alexis Tsipras, após a sua vitória eleitoral no domingo.

Reuters
Lusa 21 de Setembro de 2015 às 14:04
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"É claro que o Governo vai trabalhar estreitamente e em parceria com o novo Governo grego. Esta proposta não visa somente superar a crise da dívida, mas também os desafios que se colocaram com a situação dos refugiados, para a qual precisamos de uma resposta comum", declarou o porta-voz da chanceler alemã, Steffen Seibert.

 

A Grécia tornou-se, nas últimas semanas, a principal porta de entrada na União Europeia dos imigrantes, nomeadamente civis que fogem da guerra na Síria através da Turquia.

 

Muitos deles estão a chegar à Alemanha, depois de uma longa viagem por vários países europeus.

 

A Alemanha, que pensa acolher até um milhão de refugiados este ano, faz uma campanha para a instauração de quotas entre os países europeus, para aliviar a Grécia e a Itália. Esta ideia, no entanto, está longe de ser consensual na União Europeia, que reúne seus líderes numa cimeira na quarta-feira.

 

Berlim também é o principal articulador do terceiro plano de ajuda à Grécia, adoptado durante o verão e que impôs a Atenas reformas económicas drásticas em torça dos 86 mil milhões de euros em três anos.

 

O primeiro-ministro Alexis Tsipras aceitou os itens principais do plano e perdeu a sua maioria no parlamento, o que provocou novas eleições, realizadas no domingo, das quais Tsipras saiu vencedor, devendo agora formar um novo governo.

 

"Nós temos uma base muito clara para superar a crise da dívida. Trata-se dos acordos alcançados no âmbito do terceiro pacote de ajuda e este terreiro plano de ajudas não foi concluído com um governo grego, mas com a República Helénica", disse Seibert.

 

"Isso significa que ele continua totalmente válido, mesmo após uma eleição, mesmo com um novo governo", acrescentou o porta-voz.

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