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Alemanha quer manter um europeu à frente do FMI

Caso Strauss-Kahn seja forçado a abandonar o cargo, a Europa deve manter a liderança da instituição, diz Berlim. Uma pretensão que promete converter-se num braço-de-ferro com o mundo emergente.

Eva Gaspar egaspar@negocios.pt 16 de Maio de 2011 às 14:11
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A Alemanha deu hoje indicações muito claras de que não está disposta a deixar que a liderança do Fundo Monetário Internacional (FMI) possa deixar de estar nas mãos de um europeu, caso o francês Dominique Strauss-Kahn seja forçado a abandonar prematuramente o cargo, na sequência da queixa de que terá agredido sexualmente uma empregada de um hotel nova-iorquino.

Embora tenha frisado que a eventual sucessão de Strauss-Kahn é um assunto prematuro, a chanceler alemã, Angela Merkel, disse hoje que existem “boas razões” para que a Europa mantenha o posto.

O porta-voz do seu Governo foi um pouco mais longe. Apesar de ter reconhecido que “é obvio que a Europa não tem direito ao lugar de director”, Steffen Seibert argumentou que nas “actuais circunstâncias, em que o FMI é especialmente necessário na luta contra a crise em alguns Estados do euro, o Governo alemão vê boas razões para que deva existir um bom candidato europeu” para substituir possivelmente francês, cujo mandato terminaria em 2012.

Sobre a eventualidade de esse candidato ser o italiano Mário Draghi, o mesmo porta-voz precisou que esse é o nome que a Alemanha quer ver na presidência do Banco Central Europeu (BCE) a substituir o também francês Jean-Claude Trichet, que conclui o seu mandato no final de Outubro.

Tradicionalmente, a presidência do FMI é reservada a um europeu, ao passo que a do Banco Mundial fica com um norte-americano, o que há muito gera críticas das demais regiões do mundo – críticas que deixaram de poder ser ignoradas, à medida que China, Índia ou Brasil subiram no “ranking” das maiores economias do globo. A Alemanha é o maior accionista europeu do FMI.
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