Justiça Álvaro Amaro vai ter de pagar 40 mil euros de caução para ficar em liberdade

Álvaro Amaro vai ter de pagar 40 mil euros de caução para ficar em liberdade

Antigo presidente da Câmara da Guarda foi ouvido esta segunda-feira no Tribunal de Viseu.
Álvaro Amaro vai ter de pagar 40 mil euros de caução para ficar em liberdade
Lusa
Correio da Manhã 01 de julho de 2019 às 17:18
Álvaro Amaro vai ter de pagar 40 mil euros de caução no processo "Rota Final" e toma posse na terça-feira, sabe o Correio da Manhã. 

O advogado do social-democrata Álvaro Amaro, Castanheira Neves, disse hoje à saída do Tribunal de Viseu, onde o antigo autarca foi ouvido no processo "Rota Final", que o seu constituinte irá tomar posse como eurodeputado, na terça-feira, em Estrasburgo.

"O doutor Álvaro Amaro tomará amanhã posse como eurodeputado, mas desde já uma informação: o doutor Álvaro Amaro jamais utilizará qualquer prerrogativa atinente à imunidade parlamentar", que terá a partir de terça-feira, assumiu o advogado.

Castanheira Neves acrescentou que "sempre que qualquer autoridade judiciária precisar de o ouvir, de o ter presente em qualquer diligência, o doutor Álvaro Amaro dará prioridade a essa eventual diligência sobre as suas tarefas parlamentares".

Cinco pessoas, entre ex-autarcas, funcionários de autarquias e de uma empresa de transportes, foram constituídas arguidas, de acordo com a Procuradoria-Geral Distrital (PGD) de Coimbra, em referência à operação Rota Final, que investiga um alegado esquema fraudulento de viciação de procedimentos de contratação pública.

Álvaro Amaro, homem forte do PSD, foi um dos alvos da megaoperação. O ex-presidente da Câmara da Guarda, também visada nesta megaoperação, é indiciado por prática de negócios suspeitos realizados antes de abandonar o cargo para poder concorrer ao Parlamento Europeu pelo PSD.

A operação, com o nome de código "Rota Final", incluiu buscas em entidades públicas e empresas, sendo realizadas pela Diretoria do Norte da PJ, com o apoio de vários departamentos de investigação criminal e da Diretoria do Centro, no âmbito de um inquérito titulado pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Coimbra.



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