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Américo Amorim: “Não sou apoiante de salários muito baixos”

Américo Amorim diz que “é sempre possível” aumentar o salário mínimo. Em entrevista ao “Terras da Feira”, quando questionado sobre as dificuldades de um casal, com dois filhos menores, sobreviver neste País, respondeu: “Também é preciso digerir as coisas. Se é isto que temos, é isto que temos.”

Miguel Baltazar
Rui Neves ruineves@negocios.pt 06 de Maio de 2013 às 11:59
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“Não sou apoiante de salários muito baixos”, afirmou o empresário Américo Amorim ao “Terras da Feira”, considerando que “é sempre possível” aumentar o salário mínimo nacional.

 

Em entrevista a este semanário de Santa Maria da Feira, o “rei” da cortiça e presidente da Galp Energia garante que a Corticeira Amorim é uma referência na aplicação de boas práticas salariais: “Em 1967, os salários rondavam os 1.000 a 1.500 escudos por mês nesta região. Achava que eram muito baixos. Tive a oportunidade de dizer, na família Amorim, que esta situação de salários tão baixos não podia continuar na cortiça, que Portugal iria ter uma qualquer mudança política, não sabia nem quando nem como, que aconteceu em 1974”, relembrou.

 

“Recordo que em Janeiro de 1968, implementámos um cunho social, que ainda hoje é evidente e está consolidado, de salários melhores do que os do contrato de trabalho, de creches e de cantinas, de apoio social aos trabalhadores”, enfatizou o dono da maior corticeira mundial.

 

Na Corticeira Amorim, “em termos culturais, não somos muito parados na evolução dos salários”, assegurou. “Temos uma conduta social bastante positiva. Basta dizer que, ao longo das últimas dezenas de anos, por razões internas do grupo, não tivemos praticamente problemas sociais”, exemplificou.

 

Recorde-se que, há quatro anos, pela primeira vez na sua história, a Corticeira Amorim procedeu, de uma assentada, ao despedimento de quase duas centenas de trabalhadores.

 

“É complicado um casal que ganhe o ordenado mínimo, com dois filhos menores, sobreviver neste País?”, questionou Sara Dias Oliveira, a directora do Terras da Feira, que conduziu a entrevista. “Acho que é complicado”, começou por reconhecer Américo Amorim “Mas também é preciso digerir as coisas. Se é isto que temos, é isto que temos. Não posso dizer muito mais do que isto”, respondeu o homem mais rico de Portugal.

 

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