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António José Seguro diz que "o sofrimento tem limites"

O líder do Partido Socialista (PS), António José Seguro, disse hoje em Coimbra que o sofrimento tem limites e que "o país precisa de austeridade, mas não precisa de tanta austeridade".

Lusa 17 de Março de 2012 às 01:07
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“Há muitos portugueses que estão a sofrer porque a dose aplicada por este governo é uma dose exagerada”, disse Seguro depois de ter encerrado, no auditório do Hospital Pediátrico de Coimbra, o fórum ‘SNS com Futuro’, com que terminou a ‘Semana em Defesa da Saúde’.

Portugal “precisa de austeridade, mas não precisa de tanta austeridade e esta austeridade conduz a um aumento do desemprego e a uma quebra contínua da nossa economia”, sustentou.

António José Seguro comentava, assim, o “aviso” lançado, na sessão de abertura daquele fórum, ao início da tarde, por António Arnaut, considerando que “há limite para o sofrimento”.

O fundador do Serviço Nacional de Saúde (SNS) sustentou, na mesma altura, que, quando o limite do sofrimento “é ultrapassado, só a revolta redime a humilhação” e que “a paciência dos oprimidos está a esgotar-se”.

Se “tirarem o SNS ou o tornarem inoperante, a indignação popular poderá exprimir-se de forma inusitada para os nossos brandos costumes”, advertiu António Arnaut.

Sobre a quantidade de óbitos registados em Portugal nos últimos tempos, António José Seguro disse que o PS "está atento aos dados e ao que dizem os especialistas”, considerando que os “vírus tradicionais nesta altura do ano podem não ser a única causa que explica um número tão elevado de mortes”.

“Sou muito cuidadoso e não tenho posições definitivas em relação a esta matéria”, sublinhou o líder dos socialistas, rejeitando encarar o assunto com “alarmismo”.

Questionado pelos jornalistas sobre as declarações do ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, hoje, ao semanário Expresso, o secretário-geral do PS disse que ainda não tinha lido a entrevista, adiantando que “o país precisa mais de medidas em prol da economia e menos de entrevistas”.

O PS “decide o seu voto no momento adequado” e não “em função dos desejos dos outros líderes partidários”, reagiu António José Seguro, quando instado a responder ao desafio feito, ao seu partido, pelo coordenador do Bloco de Esquerda.

Francisco Louçã exortou hoje, em Viseu, o PS a dizer se votará contra ou a favor do diploma que facilitará o despedimento, constante do memorando de entendimento com a ‘troika’.
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