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António Saraiva: "Faz todo o sentido" dar mais tempo a Portugal

O presidente da CIP, António Saraiva, defende que a troika deveria dar mais tempo a Portugal para fazer o ajustamento que consta no memorando de entendimento. Em causa estão essencialmente dois factores: o primeiro é que foi um acordo feito "à pressa por um Governo demissionário", o outro é que o contexto internacional sofreu alterações.

Negócios negocios@negocios.pt 31 de Maio de 2012 às 17:33
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António Saraiva defende, em entrevista à Reuters, que "faz todo o sentido estender" alargar o prazo de ajustamento da economia, uma vez que este está desajustado, uma vez que o acordo alcançado em Maio de 2011 foi feito "à pressa por um Governo que já estava demissionário".

Além disso, as condições internacionais sofreram duras alterações. O facto de o resgate "ter sido feito em urgência e a envolvente externa que se alterou justificariam uma nova apreciação e uma reformulação do programa em moldes que dotassem Portugal de condições diferentes, melhores e mais suavizadas", disse António Saraiva, em entrevista telefónica à Reuters.

"Receio que este fundamentalismo destes prazos possa gerar o próprio incumprimento das metas, independentemente do excelente trabalho que o Governo está a fazer", adiantou.

O presidente da CIP acrescenta ainda que "se os mesmos organismos [troika] fizessem agora uma nova radiografia a este 'doente' chamado Portugal verificariam que afinal se tinham enganado na leitura".

O responsável considera ainda que o programa de ajustamento da economia portuguesa "não percepciona um conjunto de características que o país tem e um conjunto de fragilidades estruturais". E "exige a Portugal eventualmente aquilo que se podia exigir à Alemanha. Então, apetece-me dizer que se dê aos empresários portugueses as taxas de juro que os empresários alemães pagam", afirmou.
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