Política António Barreto: Responsáveis que comprometeram Portugal devem ser conhecidos “para os impedir de voltar a fazer política”

António Barreto: Responsáveis que comprometeram Portugal devem ser conhecidos “para os impedir de voltar a fazer política”

António Barreto defende que alguns contratos, as PPP e os “swaps” “hipotecaram um país inteiro por muitos e muitos anos”. E ainda que possa não ter sido cometido qualquer crime, é preciso saber “quem fez o quê e quem é que assinou o quê” não porque devem ser presos, mas sim para que possam ser impedidos “de voltar a fazer política”.
António Barreto: Responsáveis que comprometeram Portugal devem ser conhecidos “para os impedir de voltar a fazer política”
Negócios 30 de julho de 2013 às 12:37

“Todos os partidos se entretiveram a aumentar os benefícios e as benesses, e os contratos a pagar daqui a 10, 20, 30, 40 ou 50 anos; o escândalo nacional que é as PPP e os ‘swaps’ e as operações deste género que vieram hipotecar um país inteiro por muitos e muitos anos”, afirmou o sociólogo numa entrevista à Antena 1.

 

António Barreto acusa os dirigentes políticos de terem obtido “vantagens para si próprios nalguns casos, para os partidos noutros casos, noutros casos a favor das eleições”, de “arranjar trabalho para outras pessoas para depois ganharem uns votos” ou arranjar concursos para empresas e grupos económicos para poderem entrar e repartir um bolo melhor com pagamentos a longo prazo.”

 

Mas tudo isto “de repente se verificou que tinha colocado Portugal debaixo de uma ameaça terrível de bancarrota”, acusa.

 

Posto isto, “todos eles devem ser responsabilizados politicamente. Judicialmente só os que cometeram verdadeiramente ilegalidades.” E exemplifica: “se se descobre que vamos ter de pagar hospitais durante mais 30 ou 40 anos e que vamos ter de pagar auto-estradas durante mais 30 ou 40 anos e que o preço final é várias vezes superior ao que seria com outros procedimentos, simplesmente consegue fazer agora para pagar daqui a 40 anos, não vejo onde haja crime, onde haja tribunal.”

 

“O que acho é que essas pessoas, com nome, e esses partidos e essas instituições deviam ser tornadas públicas. Quem fez o quê e quem é que assinou o quê? Não para os meter na cadeia ou para ir para tribunal mas para os impedir de voltar a fazer política. Para os impedir de voltar a ter acesso às decisões”, adianta.




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