Economia António Costa: Combate ao terrorismo é “de longa duração e deve envolver-nos”

António Costa: Combate ao terrorismo é “de longa duração e deve envolver-nos”

A reagir aos acontecimentos desta manhã em Bruxelas, António costa adiantou que não há para já qualquer informação sobre portugueses vítimas das explosões no aeroporto e no metro da cidade. O nível de segurança em Portugal mantém-se inalterado.
António Costa: Combate ao terrorismo é “de longa duração e deve envolver-nos”
Pedro Elias
Inês F. Alves 22 de março de 2016 às 11:11

Em declarações aos jornalistas sobre as explosões que ocorreram esta manhã no aeroporto de Bruxelas e no metro da cidade, António Costa quis lembrar que "o combate ao terrorismo é um combate de longa duração", que "nos deve mobilizar a todos" e que exige "um trabalho de profundidade e de cooperação".

O responsável salientou que "há um problema de inserção" social na Europa que deve ser resolvido para que "as sociedades possam ter um maior sentimento de segurança" e para que se consiga "erradicar este fenómeno do terrorismo".

António Costa quis ainda manifestar a sua "profunda solidariedade e condolências" às autoridades e cidadãos belgas.

Para já o nível de alerta em Portugal mantém-se inalterado, adiantou António Costa, acrescentado que as autoridades portuguesas estão a acompanhar de perto a situação e que "se houver necessidade de haver uma reavaliação [do nível de alerta], [esta] será feita". "Para já não temos informação que justifique uma alteração do nível de segurança", concluiu.

Ainda sobre esta matéria, o primeiro–ministro lembrou que "por cada de atentado que ocorre há dezenas de atentados que não ocorreram" e que "não podemos ter esta ideia de que é preciso adoptar novas medidas cada vez que há um ataque", mas antes "executar as medidas já adoptadas".

O responsável voltou a insistir na ideia de que este é "combate de longa duração que nos deve envolver a todos".

Antes de ser questionado pela imprensa, António Costa já havia reagido aos acontecimentos através da rede social Twitter, onde reforçava esta ideia.

O primeiro-ministro adiantou que não há para já qualquer indicação de que existam portugueses entre os afectados pela tragédia, e ressalva que a situação está a ser acompanhada de perto pelo secretário de Estado das Comunidades, José Luís Carneiro.

Em declarações à RTP esta manhã, o responsável confirmou esta informação, mas salientou que para já "todas a informações são ainda muito incipientes e preliminares. Continuamos a acompanhar com toda a cautela e rigor os desenvolvimentos que nos estão a chegar", adiantou.

Depois das explosões no aeroporto e no metro de Bruxelas, as autoridades elevaram o alerta de terrorismo para o nível máximo. As instituições e os transportes estão a ser encerrados e população deve permanecer dentro de portas. Segundo informações avançadas por um procurador belga, uma das explosões no aeroporto terá sido causada por ataque suicida, avança a imprensa internacional.

 




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