Política António Costa defende regionalização do país

António Costa defende regionalização do país

O secretário-geral do PS, António Costa, defendeu hoje a regionalização do país, afirmando ser "necessário avançar na descentralização".
António Costa defende regionalização do país
Miguel Baltazar/Negócios
Lusa 17 de janeiro de 2015 às 18:02

"É necessário avançar na descentralização", disse o líder socialista, adiantando que quando regressar ao Governo terá uma visão diferente daquela que tinha quando foi ministro, uma vez que tem já a experiência de autarca.

 

Para António Costa - que falava na sessão de abertura do debate "Melhor Estado, Mais Democracia", organizado pela Federação Distrital do PS do Porto e que decorre esta tarde em Leça da Palmeira, concelho de Matosinhos, distrito do Porto - "a experiência da administração local muda a visão sobre o Estado".

 

"Quando voltar ao Governo, voltarei diferente do que era quando saí do Governo", disse.

O também presidente da Câmara de Lisboa afirmou que um "grande instrumento do Estado deve ser a política de descentralização", que "permitirá maior proximidade, que é garantia de transparência e de maior eficiência do gasto público".

 

Para avançar com a regionalização é, contudo, necessário "evoluir e desbloquear o impasse constitucional", sublinhou.

 

António Costa, que criticou a "incapacidade de diálogo do Governo", dando como exemplo o facto de ter aprovado o caderno de encargos da privatização da TAP e o mesmo ser ainda desconhecido da oposição, defendeu que neste desbloqueamento da Constituição é preciso "evitar discussões que sejam inúteis".

 

O líder do PS alertou, ainda, para a necessidade de ser alterada a lei eleitoral.

 

"Se há algo absolutamente essencial para devolver aos cidadãos a escolha dos seus eleitos, é termos um sistema eleitoral que (…) permita [aos eleitores] votar não só no seu partido, mas também no deputado que representa o seu ciclo uninominal", frisou.

 

António Costa disse que o "reforço da democracia passa por aumentar o poder do cidadão", bem como "reforçar a confiança do cidadão no exercício da actividade politica".

É a "proximidade que reforça a transparência, a qualidade da democracia", concluiu.




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