Agricultura e Pescas António Costa defende sector agrícola capaz de responder às alterações climáticas

António Costa defende sector agrícola capaz de responder às alterações climáticas

O primeiro-ministro, António Costa, afirmou este sábado que o investimento no sector agrícola, nomeadamente na modernização e criação de regadios, "é estratégico para o país" e permitirá responder "ao desafio imposto pelas alterações climáticas".
António Costa defende sector agrícola capaz de responder às alterações climáticas
António Pedro Santos/Lusa
Lusa 03 de março de 2018 às 14:05

"É um grande projecto estratégico para o país. São 500 milhões de investimento que vão permitir aumentar em mais 50 mil hectares as áreas de regadio e modernizar mais 40 mil. Isto melhora a produtividade da nossa agricultura, mas também aumenta a capacidade de reserva e permite uma gestão mais eficiente da água", sublinhou o governante.

 

António Costa, que falava ao final da manhã aos jornalistas durante a apresentação do projecto de modernização do aproveitamento hidroagrícola da Lezíria Grande de Vila Franca de Xira, defendeu que o país "tem de estar preparado para prevenir os efeitos das alterações climáticas. "Temos de continuar a investir, mas também tendo em conta que temos o desafio das alterações climáticas e, portanto, mais vale prevenir agora do que remediar depois", atestou.

 

O Programa Nacional de Regadios prevê instalar em todo país, até 2022, cerca de 95 mil hectares de regadios, dos quais 54 serão novos e os restantes correspondentes a modernizações, estando alocado um investimento público de cerca de 534 milhões de euros.

 

Segundo referiu esta manhã o ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, Capoulas Santos, foram sinalizados 54 projectos, dos quais 22 já viram a sua candidatura aprovada.

 

Até ao momento foram aprovados cinco projectos na zona do Algarve e Sudoeste Alentejano, sete no Alentejo, sete no Litoral Norte e Centro e três no Interior Norte e Centro. No caso do projecto da Lezíria Grande de Vila Franca de Xira serão beneficiados cerca de 6.500 hectares, num investimento de 30 milhões de euros. Segundo dados apresentados, no local operam cerca de 400 empresas.

 




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mais votado Anónimo 04.03.2018

Tenho muito saibro contaminado nas traseiras do meu quintal. Ninguém, pessoa ou organização, quer aquilo para o que quer que seja. Não presta para nada. Até os vizinhos fugiram para longe só para não viverem perto daquilo. Contacto os meus amigos do PS em Lisboa e peço para eles decretarem que todo o cidadão tem que ter na sua posse 50 kg do meu saibro até ao final do ano, guardado num cofre da CGD. Criei um mercado com procura, decretada é certo, e completamente distorcido, a partir do nada, e para o qual sou o único ofertante. Os meus amigos do PS criam uma série de carreiras de supervisão e fiscalização de todas as actividades relacionadas com a compra, transporte e acomodação do meu "produto" por parte de todos os cidadãos do país. Como se não bastasse, o governo decreta que todas as autoestradas, IPs e ICs têm de ser reconstruídas recorrendo ao meu saibro. A economia nesse ano cresce 25%, o desemprego é nulo e o melhor é que eu enriqueço 250000%. Bem-vindos ao socialismo tuga.

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Anónimo 04.03.2018

Estes gatunos com predominância da coutada PS roubaram os subsídios da UE tornando os terrenos em mata. Agora querem obrigar o povo a limpar. Quê dê a lista dos subsídios?

Anónimo 04.03.2018

Tenho muito saibro contaminado nas traseiras do meu quintal. Ninguém, pessoa ou organização, quer aquilo para o que quer que seja. Não presta para nada. Até os vizinhos fugiram para longe só para não viverem perto daquilo. Contacto os meus amigos do PS em Lisboa e peço para eles decretarem que todo o cidadão tem que ter na sua posse 50 kg do meu saibro até ao final do ano, guardado num cofre da CGD. Criei um mercado com procura, decretada é certo, e completamente distorcido, a partir do nada, e para o qual sou o único ofertante. Os meus amigos do PS criam uma série de carreiras de supervisão e fiscalização de todas as actividades relacionadas com a compra, transporte e acomodação do meu "produto" por parte de todos os cidadãos do país. Como se não bastasse, o governo decreta que todas as autoestradas, IPs e ICs têm de ser reconstruídas recorrendo ao meu saibro. A economia nesse ano cresce 25%, o desemprego é nulo e o melhor é que eu enriqueço 250000%. Bem-vindos ao socialismo tuga.

Alentejano 04.03.2018

sem falar que tinhas de pagar por cada boca de irrigação quer usasses a agua do Alqueva quer não ! qualquer agricultor alentejano sabe que sai mais barato usar charcos(barragens feitas por ti) e produzir culturas nativas que se meter com essas modernices (excepto flores e plantas aromáticas).

Alentejano 04.03.2018

se for como na minha terra aquando do Alqueva ! um agricultor por hectolitro de agua antes do Alqueva pagava 4 cêntimos depois do Alqueva passou a pagar 12! houve uns Chico espertos que se meteram a plantar milho nessa altura perderam tudo quando chegou a factura da agua!

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