Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

António Costa volta a prometer acordo que garanta mais tempo para a família

Na assinatura de um acordo que excluiu estas medidas, o primeiro-ministro voltou a desafiar os parceiros para um novo entendimento que reduza o tempo de trabalho. Governo celebrou acordo para a lei laboral com as confederações patronais e a UGT numa cerimónia onde a CGTP não se fez representar.

  • Assine já 1€/1 mês
  • 6
  • ...

Três dias antes da reunião onde ficou fechado o acordo de concertação social, António Costa desafiou os parceiros sociais a alcançar um acordo que promova a conciliação da vida profissional com a vida familiar. O entendimento alcançado a 30 de Maio com as associações patronais e a UGT exclui medidas deste género, mesmo quando constam do Programa do Governo, mas esta segunda-feira, na assinatura formal do acordo, o primeiro-ministro voltou a recuperar a ideia.

"Num momento em que assinamos um acordo que muitos, há algum tempo, podiam julgar impossível, é talvez boa altura de aproveitar este momento" para "lançarmos mãos à obra para um grande acordo que facilite a concertação entre a vida familiar e a vida profissional", disse António Costa.

Não se espera que seja alcançado um novo grande acordo de concertação ainda nesta legislatura, e nem o primeiro-ministro nem o ministro do Trabalho estiveram disponíveis para responder às questões dos jornalistas. Os representantes das associações patronais e da UGT também foram discretos no final da cerimónia onde a CGTP não se fez representar.

Sublinhando que a conciliação é necessária para "inverter o ciclo demográfico", o primeiro-ministro não foi no entanto tão longe como no discurso de encerramento do congresso do PS, altura em que deixou ideias mais ou menos concretas: o alargamento a avós de alguns direitos parentais ou a "modelação" do horário ao longo das fases da vida, de forma a que as pessoas "possam trabalhar mais, possam trabalhar menos" consoante as necessidades familiares ou de formação.

O acordo de concertação social assinado no final de Maio, que tem sido um foco de tensão com os parceiros à esquerda no Parlamento, combina antes medidas de redução da precariedade com propostas apresentadas pelas confederações patronais.

Ao longo dos seus treze minutos de discurso, António Costa defendeu a pertinência do fim do banco de horas individual, as medidas de combate à precariedade – para uma economia que se baseie na "qualificação" e na "inovação", defendeu a taxa da rotatividade – que se adaptará a sectores como a agricultura e o turismo – e garantiu que o alargamento do período experimental vai incentivar as empresas a contratar sem termo.

Vieira da Silva preferiu destacar que o dinamismo da concertação social se traduzirá em melhor contratação colectiva. O ministro do Trabalho também sublinhou a relevância do reforço da inspecção do trabalho para que a legislação laboral seja de facto aplicada.

Ver comentários
Saber mais António Costa lei laboral concertação social Vieira da Silva. CCP CIP CTP CAP UGT CGTP Código do Trabalho
Mais lidas
Outras Notícias