Economia António Saraiva: Escolha de Ana Mendes Godinho para ministra do Trabalho foi “uma surpresa”

António Saraiva: Escolha de Ana Mendes Godinho para ministra do Trabalho foi “uma surpresa”

O presidente da CIP mostra-se surpreendido com a escolha de Ana Mendes Godinho para ministra do Trabalho e acrescenta que espera que Siza Vieira ganhe protagonismo.
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António Saraiva mostra-se surpreendido com a escolha de Ana Mendes Godinho para ministra do Trabalho, da Solidariedade e da Segurança Social.

Em entrevista ao Negócios e à Antena 1, o presidente da Confederação Empresarial (CIP) garante que dará o "benefício da dúvida" à sucessora de Vieira da Silva, mas também revela que espera que Pedro Siza Vieira, que foi indigitado ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, ganhe um novo protagonismo.

"A surpresa vem, para mim, do ministério do Trabalho. É a surpresa de quem ocupa a pasta", afirma, quando questionado sobre a nova composição do Governo.

"Não posso dizer se é [uma surpresa] agradável ou desagradável. É surpresa porque não era expectável que fosse a anterior secretária de Estado do Turismo a ocupar esta pasta", acrescenta.

Sem pôr em causa o currículo ou a competência de Ana Mendes Godinho, o presidente da CIP refere que dará "o benefício da dúvida".

"O seu currículo de facto aponta nesse sentido, é um quadro superior do Ministério do Trabalho e por isso não vou discutir o currículo, também não vou discutir a sua competência. Vamos esperar, vamos dar o benefício da dúvida porque, como tenho dito – entre os parceiros sociais não sou apenas eu a dizê-lo – o que importa são as políticas, os objetivos que o ministério traça, mais do que a pessoa que comanda o ministério", diz o presidente da CIP, que considera que chegar ao final da legislatura com um salário mínimo de 700 euros seria "perfeitamente razoável".

No programa Conversa Capital, António Saraiva acrescenta que espera que o ministro da Economia ganhe mais protagonismo e que a sua área se sobreponha à do Trabalho.  

"Tenho mais esperança que a interligação entre a Economia e o Trabalho resulte num peso superior na economia porque as pastas que há para o trabalho não são assim tão excitantes que levem a uma preponderância do ministério do Trabalho", diz.

"Sendo certo que, pelo peso que agora é dado a esse ministério e a Pedro Siza Vieira, com peso maior na orgânica do Governo (...) finalmente a economia vai estar à frente de outros dossiês".

 




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