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António Borges diz empresários receiam reforçar poder accionista

O economista António Borges defendeu que, ao contrário dos que os empresários portugueses entendem, em Portugal há abundância de capital mas existe receio dos responsáveis em reforçar o poder dos accionistas.

Negócios negocios@negocios.pt 10 de Fevereiro de 2004 às 11:57
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O economista António Borges defendeu que, ao contrário dos que os empresários portugueses entendem, em Portugal há abundância de capital mas existe receio dos responsáveis em reforçar o poder dos accionistas.

«Todas as empresas se queixam de falta de capital», disse António Borges num encontro com mais de 300 empresários subordinado ao tema «Compromisso Portugal». No entanto, para o vice-presidente da Goldman Sachs, «em Portugal existe grande abundância de capital mas os empresários não estão dispostos a dar mais poder aos investidores e aos accionistas».

António Borges justificou este não recurso ao capital nacional «porque temos medo das consequências; e por isso os nossos potenciais investidores viram os seus investimentos para o estrangeiro», avançou a mesma fonte.

Para este responsável é preciso «ter coragem de aceitar» que o poder das empresas fique nas mão dos accionistas e dos investidores, e se assim não for Portugal não desenvolverá.

António Borges defende ainda que a nova geração de empresários deve assumir a liderança com responsabilidade e seriedade e ver o futuro com optimismo. «Os empresários são os grandes agentes de mudança», disse António Borges, avançando que o modelo económico para desenvolver o país já está definido por todos «mas a grande dificuldade é pô-lo em prática».

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