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Governo desvaloriza previsões de Bruxelas

A trajectória mais pessimista traçada pela Comissão Europeia para a evolução da economia e das finanças públicas "não justifica qualquer alteração aos objectivos definidos", afirma o governo, segundo o qual está garantida a saída do país do procedimento dos défices excessivos.

Reuters
Eva Gaspar egaspar@negocios.pt 03 de Maio de 2016 às 12:08
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O Governo de António Costa desvaloriza as previsões mais pessimistas de Bruxelas, considerando que estas não "justificam" qualquer mudança de rumo e que garantem, simultaneamente, a saída do país do procedimento dos défices excessivos.

"A revisão das projecções da Comissão Europeia não justifica qualquer alteração aos objectivos definidos", conclui o Governo numa declaração divulgada no seu portal, na qual reafirma a "determinação no controle da despesa pública" e sublinha que "acredita que conseguirá cumprir as metas traçadas no Programa de Estabilidade através da rigorosa implementação das suas medidas de política económica".

Redigido pelo Ministério das Finanças liderado por Mário Centeno, texto sublinha, por seu turno, que "o facto mais assinalável é a forte revisão da estimativa para o défice em 2016", que passou de 3,4% nas previsões do Inverno para 2,7% do PIB nas previsões macroeconómicas de Primavera, divulgadas nesta terça-feira, 3 de Maio, pela Comissão Europeia. No entender do Executivo de António Costa, esta previsão, ainda que acima dos 2,2% inscritos no Orçamento do Estado, "confirmará a saída do Procedimento de Défice Excessivo em 2016".

Menos taxativo mostrou-se Pierre Moscovici, o comissário europeu responsável pelos Assuntos Económicos que antecipa um contínuo agravemento do défice estrutural.

 

O Executivo parece também confiar no pressuposto assumido de que a economia acelerará neste ano 1,8%, ao passo que a Comissão antecipa uma estagnação do ritmo de crescimento, em 1,5%. "O relançamento da actividade económica é visível na redução do desemprego e no forte crescimento das exportações, em linha com as previsões do Governo. A enfase do Programa Nacional de Reformas em criar as condições para o investimento constitui um factor fulcral para a sustentabilidade do crescimento", acrescenta o comunicado.

As novas previsões macroeconómicas de Primavera, divulgadas nesta terça-feira, 3 de Maio, ficam mais distantes dos números do governo que, ao esperar um crescimento do PIB de 1,8% em 2016, permanece como a entidade mais optimista sobre o andamento da economia nacional. 

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