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António Costa: oposição só agora acordou para problemas nacionais

O secretário-geral do Partido Socialista, António Costa, disse este sábado ficar sempre surpreso quando a actual oposição alerta para os problemas da economia nacional.

Lusa 14 de Maio de 2016 às 19:29
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"Fico sempre surpreendido por ver que, de repente, aqueles que estavam no Governo ainda há poucos meses descobriram problemas na economia portuguesa", ironizou acrescentando, "bastava terem-nos dado ouvidos ao longo de quatro anos para saberem".


As afirmações foram proferidas na reunião com os socialistas algarvios para a apresentação da moção "Cumprir a alternativa, consolidar a esperança" com que António Costa se recandidata à liderança socialista portuguesa.


"É precisamente por isso, que nós quisemos governar, e que temos um programa para resolver os problemas que afectam a economia nacional", vincou.


António Costa disse que perante uma economia mundial inquieta é necessário travar a queda e garantir uma evolução positiva. As empresas nacionais deparam-se com um aumento de exportações dentro da Europa e com o desaceleramento no Brasil, na China e em Angola, razão que levou o Governo a apostar no mercado interno.

"Se não tivéssemos apostado na devolução de rendimentos às famílias e apostado no aumento da procura interna, as dificuldades de crescimento seriam ainda maiores", argumentou.


No futuro próximo, o líder socialista aponta como desafio interno as próximas eleições autárquicas, tendo deixado uma mensagem de alento aos socialistas algarvios para que possam fortalecer a sua presença autárquica.


O secretário-geral do PS diz que o combate que o país tem pela frente é combate para uma década para que seja possível resolver os problemas nacionais pela raiz e fez um balanço positivo dos seis meses do Governo que lidera.


A nível europeu, António Costa considera que se acumulou um excesso de crises, entre elas, a crise de valores. "Quem sacrifica os valores, sacrifica o projecto da Europa", afirmou em tom de alerta dirigido tanto para a questão dos refugiados como a do terrorismo.

O 21.º Congresso do Partido Socialista está marcado para 3, 4 e 5 de Junho na Feira Internacional de Lisboa (FIL).

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