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António Vitorino: Portugal deve definir até à primavera o programa cautelar

O ex-comissário Europeu António Vitorino disse hoje que Portugal deve chegar à primavera com o programa cautelar definido, poucos meses antes de acabar o programa acordado com a troika, em Junho de 2014.

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Lusa 24 de Outubro de 2013 às 14:11
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"Para prevenir que haja um aproveitamento de pontuais vulnerabilidades de necessidades de financiamento de países como Portugal, acho que devemos beneficiar dessa garantia", disse o socialista António Vitorino aos jornalistas, à margem da conferência hoje organizada pela Associação Portuguesa de Seguradores (APS), em Lisboa.

 

Questionado sobre quando deverá ser negociado o programa cautelar, o também ex-ministro de António Guterres afirmou que sempre defendeu que "na primavera do ano que vem teria de haver uma clarificação dessa matéria para prevenir a situação com antecedência em relação ao termo do programa da troika [Fundo Monetário Internacional, Comissão Europeia e Banco Central Europeu], em Junho".

 

António Vitorino pronunciou-se ainda sobre a proposta do Orçamento do Estado para o próximo ano, apesar de ter sido advogado e juiz do Tribunal Constitucional, António Vitorino disse estar mais preocupado com o impacto na economia.

 

"Mais do que o risco constitucional, acho que o problema mais sério é o efeito recessivo que possa ter na economia. Isso, sim, preocupa-me", afirmou.

 

O socialista disse que, com esta proposta "restritiva", o Governo pode estar a pôr em causa alguns sinais de esperança que existam para a retoma económica.

 

Na segunda-feira, em Londres, e em entrevista à agência Reuters, o ministro da Economia disse que o Governo quer negociar um programa cautelar com Bruxelas e que estão mesmo a contar começar as negociações deste programa nos primeiros meses de 2014.

 

"Ainda temos algum trabalho pela frente, algum progresso que tem de ser alcançado. Mas o nosso objectivo é começar a negociar um programa cautelar nos primeiros meses de 2014", afirmou António Pires de Lima.

 

No entanto, no dia seguinte, o governante recuou nas afirmações e disse que o Governo não está a preparar um programa cautelar, garantindo que o executivo "está totalmente coeso e unido" para concluir o actual programa financeiro.

 

 

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