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Antram estima em 518 milhões custos adicionais decorrentes da liberalização dos combustíveis

A Antram avalia em 518 milhões de euros os custos adicionais para os transportadores públicos de mercadorias desde que o comércio de combustíveis foi liberalizado em Portugal, em Janeiro de 2004. Para debater as consequências para o sector, a direcção da

Isabel Aveiro ia@negocios.pt 17 de Junho de 2005 às 16:42

A Antram avalia em 518 milhões de euros os custos adicionais para os transportadores públicos de mercadorias desde que o comércio de combustíveis foi liberalizado em Portugal, em Janeiro de 2004. Para debater as consequências para o sector, a direcção da Antram reúne de emergência na próxima quarta-feira.

A direcção da Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (Antram) vai reunir de emergência na próxima quarta-feira, dia 22 de Junho, a fim de deliberar a situação do sector, em que o aumento dos preços se apresenta como «inevitável».

De acordo com um comunicado emitido hoje pela associação de transportadores rodoviários, a valorização de 30,57% no preço de gasóleo verificado desde a liberalização do comércio de combustíveis em Portugal, em vigor desde Janeiro do ano passado, representa na prática, mais 21,4 cêntimos de euro por cada litro e «um aumento de custos superior a 518 milhões de euros no total das empresas» afectas a esta actividade.

Nos últimos 18 meses os custos de exploração das empresas cresceram 11% e «em quase todos os segmentos do sector, as empresas estão a operar com margens negativas na ordem dos 3%», ou seja, a registar prejuízos nas suas vendas, «dado que os preços dos serviços prestados não acompanharam o aumento dos custos».

Adicionalmente, a Antram alerta para dois factos que estão a afectar o sector: o «emprego excessivo dos factores de produção», que, alega a associação, pode originar, «situações de menor segurança rodoviária»; e o eventual agravamento das «tensões sociais no sector», decorrente do «clima de forte descontentamento no meio empresarial».

Do Governo, a Antram quer a «suspensão imediata de novos alvarás», a criação de «uma fórmula para a actualização automática de preços» e a adopção «com urgência», de «medidas de diferenciação positiva pela via fiscal» que incidam sobre o gasóleo, e «concretização das medidas previstas no Orçamento Geral do Estado de 2005».

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