Conjuntura Após dois meses de recuperação, atividade económica volta a travar

Após dois meses de recuperação, atividade económica volta a travar

A atividade económica voltou a travar em fevereiro deste ano, após ter acelerado em dezembro de 2018 e janeiro de 2019. Tanto o consumo como o investimento desaceleraram.
Após dois meses de recuperação, atividade económica volta a travar
Mariline Alves
Tiago Varzim 17 de abril de 2019 às 11:21
A atividade económica travou para 2,3% em fevereiro de 2019 face aos 2,4% registados em janeiro, segundo a Síntese Económica de Conjuntura divulgada esta quarta-feira, 17 de abril, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Já o clima económico, disponível até março, continuou a trajetória de recuperação. 

Na ótica da despesa, a atividade económica andou a um ritmo mais lento por causa do consumo e do investimento. A desaceleração do consumo refletiu o "contributo positivo menos expressivo da componente de consumo corrente", explica o INE, ao passo que a travagem do investimento deveu-se ao "contributo positivo menos intenso da componente de máquinas e equipamentos". 

Na ótica da produção, a imagem traçada é mais positiva: "Em termos nominais verificou-se um crescimento na indústria e uma aceleração nos serviços", nota o INE, referindo ainda que a construção manteve o ritmo de crescimento. 

No final do ano passado, o indicador da atividade económica mostrou sinais de estabilização, depois da travagem sentida no segundo semestre. A subida em janeiro confirmou a recuperação, mas em fevereiro regista-se uma nova travagem. Ainda assim, os dois primeiros meses do ano ficam acima dos valores registados no segundo semestre de 2018. 

No final de março, tanto o Montepio como o ISEG afirmavam que os indicadores que existiam até então mostravam um "forte impulso ascendente" e "indicadores económicos com leituras tendencialmente positivas" para a economia portuguesa. Na semana passada, a Católica fez a mesma previsão. Daqui a cerca de um mês o gabinete de estatísticas divulgará o PIB do primeiro trimestre.

Já o indicador do clima económico, com base nas opiniões dos agentes económicos, acelerou em fevereiro e em março, mês em que se fixou nos 2,3%. Recorde-se que, em julho de 2018, este indicador atingiu um máximo de maio de 2002. 

Em 2018, a economia cresceu 2,1%, desacelerando face aos 2,8% de 2017. Para 2019 a maior parte das instituições que fazem previsões projeta uma nova desaceleração. O Conselho das Finanças Públicas (CFP) é dos mais pessimistas ao esperar um crescimento de 1,6%. Já o Governo reviu em baixa esta semana no Programa de Estabilidade 2019-2023 para 1,9%. 



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