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Arménio Carlos deverá ser o próximo secretário-geral da CGTP

O dirigente Arménio Carlos deverá ser o novo secretário-geral da CGTP, confirmaram à agência Lusa vários responsáveis da Intersindical, embora a escolha dependa do Conselho Nacional que vai ser eleito no XII congresso, no final deste mês.

Lusa 16 de Janeiro de 2012 às 07:50
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Maria do Carmo Tavares, uma das dirigentes históricas que saem no congresso de 27 e 28, reconheceu que Arménio Carlos, da Comissão Executiva da Intersindical, tem a experiência sindical e os conhecimentos necessários ao futuro secretário-geral: "O Arménio Carlos tem sido responsável nos últimos anos por áreas estratégicas que vão estar na berra, nomeadamente a contratação colectiva, a acção reivindicativa e a concertação social, mas tudo está em aberto quanto à escolha do Conselho Nacional", disse a sindicalista.

"Arménio Carlos adquiriu conhecimentos que o tornam no dirigente da CGTP com as condições prováveis para obter uma certa unanimidade para o cargo de secretário-geral, destacou-se mais que ninguém e se for escolhido pelo Conselho Nacional desempenhará bem as funções de secretário-geral", disse a sindicalista, que já não terá oportunidade de participar na escolha do sucessor de Carvalho da Silva.

A deputada e sindicalista Mariana Aiveca, do Bloco de Esquerda, considerou que não vai ser difícil escolher o novo secretário-geral da Inter, nem são esperadas surpresas embora a última palavra seja do congresso.

"A escolha do novo secretário-geral não deverá ser unânime mas há um forte consenso para que seja Arménio Carlos, é expectável", disse.

A sindicalista que também não participará na escolha do novo secretário-geral porque vai deixar o Conselho Nacional da Inter, salientou que Arménio Carlos tem "grande experiência sindical e teve um importante papel" na União dos Sindicatos de Lisboa (USL), onde começou em 1985.

Outros dirigentes da CGTP também consideraram que Arménio Carlos deverá ser o próximo secretário-geral da Inter mas não quiseram fazer declarações nesse sentido dado que a escolha depende do Conselho Nacional que vai ser eleito dia 27.

Mas os socialistas da CGTP, que indicam 20 dos 147 conselheiros, preferiam uma outra escolha para o lugar de secretário-geral, nomeadamente o dirigente da Fenprof, Mário Nogueira, que já disse à agência Lusa que não deixaria a liderança da Fenprof porque considera ter ali um importante trabalho a desenvolver.

O líder da corrente socialista da Inter, Carlos Trindade, disse à Lusa que a escolha de Arménio Carlos não é pacífica porque não houve oportunidade no último congresso de discutir o perfil para o futuro secretário-geral: "Reconhecemos que o novo secretário-geral terá de sair da maioria comunista mas todos temos uma palavra a dizer", disse o líder dos socialistas da CGTP.

Para Carlos Trindade, é importante que o futuro secretário-geral da Inter contribua para que a central sindical "seja cada vez mais abrangente e consiga cada vez mais alianças sociais para enfrentar as políticas do Governo", disse o sindicalista.

Arménio Carlos trabalhou como electricista na Carris, integrando a sub-comissão de trabalhadores de Cabo Ruivo.

Foi dirigente do TUL e da União dos Sindicatos de Lisboa, cuja coordenação assumiu em 1996.

Desde então que está na comissão executiva da Inter mas foi há quatro anos que passou a estar a tempo inteiro na central sindical assumindo as áreas com maior visibilidade.



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