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As políticas laborais devem "defender os trabalhadores e não a manutenção dos postos de trabalho condenados"

"As políticas laborais deviam dar prioridade à formação dos trabalhadores para permitir a mobilidade e a procura de emprego, em vez de apoiar a manutenção dos postos de trabalho condenados". A ideia foi defendida hoje pela administradora do Banco de Portugal, Teodora Cardoso, durante o 7º Congresso da Administração Pública, onde se discutiu o papel do Estado na resposta à crise.

Raquel Martins raquelmartins@negocios.pt 11 de Novembro de 2009 às 18:12
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As políticas laborais deviam dar prioridade à formação dos trabalhadores para permitir a mobilidade e a procura de emprego, em vez de apoiar “a manutenção dos postos de trabalho condenados”. A ideia foi defendida hoje pela administradora do Banco de Portugal, Teodora Cardoso, durante o 7º Congresso da Administração Pública, onde se discutiu o papel do Estado na resposta à crise.

“As leis laborais, por razões ideológicas mas pouco defensoras dos trabalhadores, têm tendência para defender os postos de trabalho que existem”, realçou, acrescentando que devia haver mais investimento e maior pró-actividade dos serviços no apoio à busca de emprego e formação profissional.

Teodora Cardoso defendeu o modelo nórdico da flexigurança, embora admita que no contexto actual “não será fácil” pô-lo no terreno.

“O ministro das Finanças não pode pôr o país a crescer”

Teodora Cardoso critica a visão que ainda persiste de “um estado paternalista” que decide tudo e em que as empresas se ajustam e tentam tirar partido para o curto prazo sem se preocuparem em melhorar a sua competitividade.

“O Estado deve impor disciplina e que tem que criar incentivos adequados para que a empresas actuem mais no mercado externo”, alertou. Mas, acrescentou, “o ministro das Finanças não pode pôr o país a crescer”, essa é uma tarefa das empresas.

A economista defendeu que na sua estratégia de saída da crise Portugal deve promover o investimento público e capaz de antecipar as tendências em termos de produtos e de mercado e virado para o exterior. “Os investimentos tanto no sector público como no privado não devem ser feitos à toa. Temos que perguntar se é útil, se olha para a frente e para o mercado externo. Se assim for, temos que avançar”.

Para Teodora Cardoso os investimentos devem orientar-se para infra-estruturas que se justifiquem, energias alternativas e formação profissional.
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