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Ásia tem de ser vista «como uma oportunidade e não uma ameaça»

O Comissário do Comércio da União Europeia, Peter Mandelson, afirmou que a Europa deve considerar o crescimento da Ásia «como uma oportunidade e não como uma ameaça», afirmando que o perigo para a região passa pela «introspecção e sentimento de medo». O r

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 29 de Abril de 2005 às 16:07
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O Comissário do Comércio da União Europeia, Peter Mandelson, afirmou que a Europa deve considerar o crescimento da Ásia «como uma oportunidade e não como uma ameaça», afirmando que o perigo para a região passa pela «introspecção e sentimento de medo». O responsável apelou aos governantes para que ajudem a gerir as mudanças que se advêm.

Os europeus devem colocar-se numa posição que lhes permita tirar vantagem da Ásia, ou arriscam-se a ser marginalizados. «O que representa o maior perigo para o futuro não é o crescimento da Ásia mas a introspecção e o sentimento de medo da Europa», afirmou o responsável em Bruxelas, no Fórum da Economia Mundial.

«As pessoas têm de ver a expansão dos mercados da Ásia como uma oportunidade para os exportadores e investidores europeus», reiterou o responsável.

«A Europa precisa de mais confiança em relação ao seu potencial e à sua capacidade de gerir a mudança e manter-se competitivo. A União Europeia é o líder mundial de exportação de bens e serviços e o maior investidor estrangeiro», e a Ásia, e o seu crescimento, provam esse desempenho sustentável e não o contrário, defendeu Mandelson.

O responsável disse que existem preocupações legítimas da Europa em relação à expansão asiática, mas a região tem de actuar com urgência. «Precisamos de avançar com reformas económicas para preparar as pessoas para a mudança e trazer os governantes e os empresários para trabalhar em parceria para melhorar a competitividade», acrescentou o mesmo.

Mandelson alegou que a Europa continua a verificar um desempenho forte nas exportações, com um sucesso maior do que os EUA, o que deixa a Europa bem posicionada para beneficiar dos consumidores asiáticos. «A Ásia emergente é um parceiro comercial de escolha essencial para a Europa».

O crescimento da Ásia não é um perigo para a Europa, segundo Mandelson, pois representa uma nova fonte de crescimento económico, dinamismo e estímulo para a inovação, assim como é uma oportunidade para cooperação.

Governantes têm a responsabilidade de gerir e apoiar a indústria têxtil

Quanto ao aumento das exportações dos têxteis da China e às queixas apresentadas pelas instituições e produtores europeus, Mandelson referiu que se tem de perceber, que a seu tempo, o crescimento da economia e do mercado chinês, vai beneficiar os produtores de bens e fornecedores de serviços europeus.

«O que precisamos de fazer entretanto é entender as inseguranças e medos» provenientes destas mudanças, e «temos a responsabilidade, enquanto governantes, de ajudar a gerir esta mudança e apoiar as pessoas e a indústria no processo de mudança e transição de uma era para outra», afirmou o responsável.

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