Política Assis acusa Governo de ser "ideologicamente extremista e funcionalmente incompetente"

Assis acusa Governo de ser "ideologicamente extremista e funcionalmente incompetente"

O cabeça de lista do PS às europeias, Francisco Assis, acusou o Governo de ser "ideologicamente extremista e funcionalmente incompetente" e de estar a colocar em causa alguns avanços históricos conquistados pelos portugueses.
Assis acusa Governo de ser "ideologicamente extremista e funcionalmente incompetente"
Manuel Azevedo/Correio da Manhã
Lusa 30 de março de 2014 às 17:53

"Este governo extremista, ideologicamente extremista e funcionalmente incompetente - o que é, aliás, uma das misturas mais perigosas que se podem imaginar que é o extremismo ideológico e a incompetência funcional - este Governo que tem estas características está a pôr em causa avanços historicamente conseguidos na sociedade portugueses", afirmou Francisco Assis este domingo, durante a cerimónia de apresentação dos candidatos socialistas às eleições de 25 de Maio.

 

Sétimo na lista, Pedro Silva Pereira, alinhou nas críticas aos sociais-democratas, respondendo às críticas do cabeça de lista da coligação "Aliança Portugal" de que a lista do PS reconcilia o partido com "despesismo": "creio que o doutor Paulo Rangel está muito perturbado, ele quer desviar as atenções do facto de ser nestas eleições o candidato do Governo, que é o candidato responsável por uma política de empobrecimento e julga que com as acusações os portugueses se distraem".

 

"É preciso parar com esta austeridade patológica", tinha defendido momentos antes o cabeça de lista do PS às europeias, que na sua intervenção dedicou parte do discurso aos alertas sobre a importância das eleições de 25 de Maio.

 

Corroborando aliás o que antes tinha dito o secretário-geral socialista, Francisco Assis recusou a existência de fronteiras entre "política interna e política europeia", porque "o que se passa na Europa tem imediata repercussão em Portugal". Nesse sentido, continuou, a primeira ruptura a fazer é "abandonar uma postura de subserviência acrítica e assumir uma postura de exigência responsável".

 

Francisco Assis, que disse estar "absolutamente convicto que o PS vai ganhar claramente" as eleições europeias, deixou ainda promessas para as 8 semanas que faltam para os portugueses irem às urnas, assegurando que para os socialistas não existirão "temas tabus" e tudo será discutido. "Agora não contem connosco para a pequena quezília inútil e para o pequeno confronto estéril", assegurou, avisando que o PS não irá reagir "às pequenas provocações".




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