Política Assis defende realização de eleições antecipadas

Assis defende realização de eleições antecipadas

Francisco Assis defende que deixou de existir uma maioria parlamentar e que os entendimentos à esquerda têm riscos de fundo e à direita parecem impossíveis. Neste contexto, considera que a única solução será eleições antecipadas.
Assis defende realização de eleições antecipadas
Sara Antunes 19 de janeiro de 2017 às 08:43

A "maioria parlamentar deixou de existir", afirmou em entrevista à Antena 1 Francisco Assis.

 

O responsável, um dos opositores iniciais ao acordo firmado entre António Costa e os partidos à esquerda que viabilizaram o Governo socialista, diz rever-se "em muitos dos aspectos do Governo socialista", considerando que "não houve cedências indevidas até agora."

 

Contudo, o "problema é que há questões de fundo em relação às quais não há possibilidade de entendimento à esquerda. E cada vez mais vai ser impossível, neste contexto, haver possibilidades de entendimento à direita. E portanto, vamos entrar numa situação de impasse. Que julgo que vai por em causa a estabilidade política."

 

Assis não concretiza a ideia na entrevista. Mas, no artigo de opinião publicado esta quinta-feira, 19 de Janeiro, no Público, o responsável vai mais longe: "Qual a saída precária para tão precária situação? Por muitos custos que possa ter, não vislumbro outra que não passe a curto ou médio prazo pela realização de eleições legislativas antecipadas."

 

O eurodeputado adianta ainda que "curiosamente, se elas [eleições] se realizassem no curto prazo provavelmente proporcionariam ao PS a possibilidade de obter a legitimidade que agora não tem para agir, de facto, como partido charneira nesta fase da nossa vida democrática."

 

As declarações do responsável surgem depois da polémica em torno da taxa social única (TSU), com os partidos à esquerda a levarem a medida ao Parlamento, para votarem contra, e o PSD a dizer que vai chumbar a proposta. O que significa que um dos acordos alcançados em sede de concertação social não vai ser aprovado.

 

Assis salienta, no artigo de opinião publicado no Público, que PS, PCP e BE "entendem-se no que é mais conjuntural, mais popular e mais fácil, rapidamente se desentendem em tudo o que é mais exigente, complexo e estrutural." Considerando "natural que assim seja", devido à divergências de fundo que existem entre os partidos. 




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