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Assunção Cristas: "Darei o meu exemplo sendo candidata à Câmara de Lisboa"

A líder do CDS, Assunção Cristas, anunciou este sábado, 10 de Setembro, que será candidata à Câmara de Lisboa nas eleições autárquicas de 2017. Antecipa-se ao PSD que, segundo Passos Coelho, ainda não decidiu o apoio.

Bruno Simão/Negócios
Negócios com Lusa 10 de Setembro de 2016 às 21:50
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O anúncio foi pré-anunciado pelos jornais. Mas Assunção Cristas esperou pela rentrée do CDS-PP para confirmar a candidatura à Câmara Municipal de Lisboa, nas autárquicas do próximo ano. Quando assumiu a liderança do CDS-PP, em Março deste ano, Assunção Cristas tinha já referido pretender para Lisboa uma "candidatura forte, ambiciosa, mobilizadora". O Expresso avançava, então, que no CDS se falava no nome da própria Assunção Cristas. E agora confirmou-se

"Quero dar o exemplo nesta mobilização do nosso partido [para as autárquicas] e é por isso que darei o meu exemplo sendo candidata à presidência da Câmara Municipal de Lisboa", disse Assunção Cristas, na rentrée do partido, em Oliveira do Bairro, distrito de Aveiro.

 

A líder do CDS-PP sublinhou que Lisboa e os lisboetas merecem "um projecto forte, mobilizador, grande e de futuro".

 

"Sei bem da dificuldade do nosso desafio autárquico em Lisboa e no resto do país", admitiu, mostrando-se porém confiante de que o seu partido tem "as melhores ideias e as melhores propostas".

 

Sobre Lisboa, Cristas recordou que foi nessa cidade que cresceu, estudou e onde começou a trabalhar. "Tenho o vento de Lisboa colado à minha pele e a água do Tejo colada à minha alma", realçou.

 

Para a líder centrista, o foco do partido de momento tem de ser aquele que "tem calendário marcado" - as autárquicas em 2017.

 

"Há quem diga, que é preciso cautela porque que vêm aí legislativas. Não nos podemos preocupar com o que não depende de nós", referiu.

 

Durante o seu discurso, Cristas destacou ainda os cinco municípios onde o CDS lidera e que entende como "excelentes exemplos" de governação autárquica. "Queremos replicar esses exemplos", defendeu. 

Numa primeira reacção, o líder do PSD, Pedro Passos Coelho, em Viseu, lembrou que "o PSD tem uma estratégia, que foi aprovada em Julho, e que não passa por fazer a sua escolha nesta altura". 

"Evidentemente que o PSD, na altura própria, tomará a sua posição em matéria quer de Câmara de Lisboa, quer de outros municípios no país. Este não é o momento de estarmos a fazer o anúncio de escolhas que só serão feitas mais tarde", frisou.

No que respeita a uma possível coligação na candidatura à Câmara de Lisboa, o presidente do PSD lembrou que a "política de coligações" do partido "não tem que ver com um município em particular", mas sim "com mais de 300 candidaturas que vão ser feitas a Câmaras municipais".

"Teremos com certeza, como está previsto, oportunidade de conversar com o CDS-PP e ver quais são as candidaturas que partilharemos, sendo que a nossa regra foi sempre a de respeitar as orientações que, desse ponto de vista, venham das bases dos dois partidos. Isso é o mais importante", sublinhou.

Passos Coelho disse não ter sido apanhado de surpresa pela notícia da candidatura, porque Assunção Cristas "teve a cordialidade" de o tentar prevenir telefonicamente. E desejou, "muito democraticamente, como quem olha para um aliado - que é, de facto -, a melhor sorte, o melhor sucesso" a Assunção Cristas.

O líder social-democrata escusou-se a fazer mais comentários sobre esta matéria, frisando que "o calendário do PSD não é este" e que a candidatura a Lisboa "será objecto de uma decisão por parte dos órgãos do partido na altura própria".

"Como eu tive já ocasião de dizer, as pessoas que respirem fundo, que estejam calmas. Não vale a pena estarem ansiosas, porque nós não vamos, nos próximos meses, tomar uma decisão sobre a escolha da candidatura a Lisboa", acrescentou.

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