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Atenas e banca em negociações sobre perdão da dívida

A Grécia e representantes da banca privada negoceiam hoje as condições para avançar com um perdão de 50% da dívida grega, depois de terem assegurado que já estão fechados alguns acordos em matérias técnicas e legais.

Lusa 28 de Janeiro de 2012 às 15:50
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Na sexta-feira, vários meios de comunicação gregos noticiaram que Atenas e o Instituto Internacional de Finanças (IIF), que representa os interesses da banca, tinham chegado a um acordo em um dos temas mais complicados - os juros que serão aplicados aos títulos da dívida irão substituir os actuais.

Segundo o portal Capital.gr, citado pela EFE, esta taxa será entre 3,5 e 3,6%, abaixo dos 4,25% fixado na semana passada.

O ministro das Finanças, Evangelos Venizelos, assegurou na sexta-feira que está "a um só passo" do acordo final. No entanto, noticia hoje a agência AMNA, apesar dos avanços, é possível que seja necessário mais tempo para chegar a um acordo.

O acordo é importante para a Grécia, em vésperas do primeiro-ministro grego, Lukás Papadimos viajar para Bruxelas.

Além disso, as autoridades gregas reúnem-se hoje de novo com os representantes da troika - formada pela Comissão Europeia, Banco Central Europeu e pelo Fundo Monetário Internacional - para negociar um novo empréstimo à Grécia no valor de 130 mil milhões de euros.

As duas negociações são paralelas, já que a UE e o FMI querem que as negociações sobre o perdão da dívida estejam concluídas antes de ser aprovado o crédito.

Os representantes da 'troika' exigem uma redução imediata do custo salarial, a eliminação do pagamento extraordinário e a baixa do salário mínimo, actualmente nos 750 euros brutos mensais, "pelo menos ao nível de Espanha e Portugal", disse à EFE uma fonte do Ministério do Trabalho grego.

Tanto os sindicatos como os patrões recusaram a redução do salário mínimo e dos pagamentos extraordinários, por temerem que estas medidas agravem ainda mais a recessão económica.
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