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Atividade económica da Zona Euro cai pelo quarto mês com novo rombo nos serviços

A atividade económica caiu pelo quarto mês, em fevereiro, com o crescimento da indústria e compensar apenas parcialmente a contração do setor dos serviços.

Rita Faria afaria@negocios.pt 19 de Fevereiro de 2021 às 11:01
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A atividade económica na Zona Euro contraiu, em fevereiro, pelo quarto mês consecutivo, penalizada pela quebra mais acentuada no setor dos serviços, devido às restrições impostas pela pandemia da covid-19. Esta quebra, porém, foi parcialmente compensada pelo crescimento da atividade industrial, mais uma vez liderado pela Alemanha.

Segundo a primeira estimativa divulgada esta sexta-feira, pela IHS Markit, o PMI compósito da Zona Euro – que mede a atividade da indústria e dos serviços – subiu de 47,8 pontos em janeiro para 48,1 pontos em fevereiro. Apesar da melhoria face a janeiro, a leitura permaneceu abaixo dos 50 pontos - a barreira que separa a contração da expansão – pelo quarto mês consecutivo.

O resultado do mês de fevereiro coloca o PMI numa média de 47,9 pontos neste primeiro trimestre, abaixo dos 48,1 do último trimestre do ano passado. "Uma desaceleração sustentada", aponta o relatório, "que sugere uma deterioração adicional na economia, à medida que as medidas para controlar a pandemia da COVID-19 continuam a paralisar a atividade das empresas em toda a região".

Segundo o economista-chefe da IHS Markit, Chris Willimson, "as medidas de restrição em curso representaram um golpe adicional para o setor dos serviços da Zona Euro, aumentando a probabilidade de o PIB cair novamente no primeiro trimestre".

Note-se, ainda assim, que nos últimos quatro meses o PMI permaneceu muito mais alto do que durante os meses iniciais da pandemia, na primavera do ano passado, sugerindo que o impacto económico da segunda vaga foi até agora foi menos severo do que na primeira vaga.

Olhando a setores, foram os serviços que motivaram a quebra, com a atividade a contrair ao ritmo mais rápido desde novembro, naquela que foi a segunda queda mais acentuada desde maio.

Em contraste com o enfraquecimento adicional da atividade dos serviços, o crescimento da produção industrial acelerou para o nível mais rápido desde outubro, e o segundo mais rápido em três anos. O crescimento industrial foi especialmente forte na Alemanha, embora França também tenha visto a produção regressar a um crescimento modesto depois do desempenho fraco de janeiro. No resto da Zona Euro, assistiu-se às maiores subidas na produção industrial desde agosto passado.

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