Economia Augusto Mateus: Sócrates continua em negação

Augusto Mateus: Sócrates continua em negação

Ex-primeiro-ministro "está profundamente errado" se ainda pensa que o resgate podia ter sido evitado. Em declarações ao Dinheiro Vivo, diz ainda que Sócrates não combateu o défice em 2009 “por causa de medidas eleitoralistas” e lembra que o Orçamento de 2010 propunha um endividamento ainda superior ao de 2009.
Augusto Mateus: Sócrates continua em negação
Negócios 28 de março de 2013 às 15:22

Para o antigo ministro da Economia de António Guterres, José Sócrates "não trouxe qualquer tipo de reflexão do período que governou" e que por isso mantém uma "ideia de negação que pautou os últimos meses” do seu Governo.

 

Ao Dinheiro Vivo, Augusto Mateus descreve a entrevista de José Sócrates em poucas palavras: "Nada de novo". "O que ouvimos foi como se tivéssemos regressado ao dia em que Sócrates ainda era primeiro-ministro. A ideia de que as políticas públicas podem ajudar a passar a situação de crise".

 

O economista lembra as palavras do ex-primeiro-ministro para dizer que na última fase de governação "houve obviamente uma forte dimensão internacional, com a influência da crise mundial e fortes influência da crise europeia, mas certos problemas surgiram por uma crise portuguesa".

 

Sócrates mostrou-se "muito centrado nele próprio" e "está profundamente errado" ao alegar que o pedido de resgate podia ser evitado. "Tive várias oportunidades para mostrar que, pelos erros, o investimento se tinha tornado impossível".

 

O antigo ministro lembra que "o período de negação de José Sócrates foi suportado pelos bancos, que financiaram o Estado português" quando já não havia alternativa. "Qualquer pessoa que olhe para a situação vê que há um momento em que enfrentámos o maior défice público e privado. Em 2009 estes défices não foram combatidos por causa de medidas eleitoralistas e o Orçamento de 2010 propunha um endividamento superior ao de 2009", adianta.




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