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Augusto Santos Silva: País não pode ser "turismo dependente"

O ministro dos Negócios Estrangeiros definiu como uma das prioridades melhorar a balança comercial de bens. O ministro falava na sessão que assina a 20.ª edição do Inov Contacto.

Correio da Manhã
Ana Serafim anaserafim@negocios.pt 13 de Janeiro de 2016 às 11:11
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O ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, elencou esta quarta-feira, 13 de Janeiro, as prioridades para a economia e diplomacia económica do Governo: continuar a melhorar a balança comercial, incorporar mais tecnologia nos produtos exportados, diversificar os sectores e países de exportação e apoiar as 22 mil empresas portuguesas exportadoras.

"Nunca aplaudam um político antes de o ouvir", começou por gracejar o governante, perante a plateia de 280 jovens que integram a 20ª edição do programa de estágios INOV Contacto, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.

Depois, deixou-lhes o "caderno de encargos" para os meses que vão estagiar em empresas e outras entidades nacionais e estrangeiras, que espelha também as prioridades e desafios da economia portuguesa.

"Melhorar bastante a balança comercial de bens é um desafio e contamos convosco", apontou Santos Silva, frisando o bom desempenho da balança comercial portuguesa desde 2012, mas alertando para o facto de ser o comércio de serviços – sobretudo turismo e viagens – a compensar o défice na balança de bens.

"Devemos continuar a investir fortemente no turismo, que é um dos sectores com mais progressão, mas não podemos tornar-nos turismo dependentes. Temos de diversificar. A minha primeira prioridade é ter várias prioridades", também na internacionalização da economia nacional, sublinhou.

Incorporar mais tecnologia – alta tecnologia – nos produtos enviados para o exterior e inovar para "melhorar a qualidade do nosso comércio externo" foram outras prioridades referidas. Bem como o apoio às empresas, sobretudo as 22 mil que exportam, e a diversificação de mercados para "reforçar a dimensão exportadora da economia portuguesa".

"As vantagens competitivas tradicionais de Portugal estão muito longe de ser tradicionalistas", elogiou o chefe da diplomacia portuguesa, alertando ainda que é preciso preparar o país para "enfrentar os desafios da globalização económica".

"Não queremos ficar na posição de ‘Calimeros’ face à globalização, isto é, aqueles que se queixam sempre de ser pequeninos ou que os tratam mal", comparou.

20 anos de Inov Contacto

Augusto Santos Silva fez ainda um balanço do programa que anualmente envia licenciados portugueses para estagiar em Portugal ou no estrangeiro. 

Desde a sua criação, em 1997, já participaram cinco mil estagiários e mil entidades parceiras entre empresas e outras organizações, em 80 geografias.

Os principais sectores onde os jovens recebem formação em contexto laboral são o das tecnologias da informação e comunicação, turismo ou consultoria de negócios.

 

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