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Aximage: PS ultrapassa PSD nas intenções de voto

Com uma subida de quase dois pontos percentuais face a Março, os socialistas obtêm 35,6% das intenções de voto e ultrapassam o PSD. Já o Bloco de Esquerda mantém-se como a terceira força, com 10%, e CDS é o partido que mais sobe.

António Costa é o 35.º Mais Poderoso 2015
Assume a liderança do maior partido da oposição em Setembro de 2014 depois de vencer António José Seguro o que, só por si, lhe garantiu
a subida na lista dos Mais Poderosos da economia portuguesa onde entrou em 2014. Foi grande a expectativa com que começou a liderar o PS. Desde essa altura tem enfrentado vários problemas, entre eles divisões no partido que não conseguiu sanar. A dois meses de conhecermos quem vai liderar o governo da próxima legislatura, as sondagens estão longe de lhe garantirem uma inequívoca vitória.
David Santiago dsantiago@negocios.pt 08 de Abril de 2016 às 23:31
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A sondagem da Aximage para o Negócios e o Correio da Manhã coloca pela primeira vez em muitos meses o PS à frente do PSD nas intenções de voto. Se houvesse agora eleições legislativas, o partido liderado pelo primeiro-ministro, António Costa, obteria 35,6% das intenções de voto, 2,1 pontos percentuais à frente dos sociais-democratas.

 

O estudo conduzido pela Aximage entre os dias 2 e 3 de Abril mostra que os socialistas conseguiram subir 1,8 pontos face aos 33,8% registados em Março, permitindo ao PS ultrapassar o PSD, algo que acontece pela primeira vez desde Julho do ano passado.

 

Há no entanto que ressalvar que nessa altura as intenções de voto do PSD incluíam também o CDS, dado que já estava anunciada e formalizada a coligação pré-eleitoral Portugal à Frente (PaF). Depois de em Março ter reconduzido Passos Coelho na presidência do partido, o PSD recuou de 36,1% em Março para 33,5% no presente mês.

 

O PS parece beneficiar da aprovação do Orçamento do Estado para 2016, que foi depois promulgado pelo recém-empossado Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, entrando finalmente em vigor em 31 de Março. Uma sondagem da Aximage divulgada em Março mostrava que 44,5% dos inquiridos consideram que o Orçamento "é positivo para o país", enquanto 41,0% acredita que "é negativo para o país".

 

Pelo contrário, o PSD poderá ter sido penalizado pela estratégia adoptada na discussão orçamental, optando por não apresentar propostas e por votar contra todas as normas, abstendo-se nas propostas de alterações. Estratégia que mereceu inclusivamente um reparo do Presidente.

 

Já o Bloco de Esquerda (BE), que cai mais de um ponto percentual face a Março, alcança 10% das intenções de voto, o que continua a garantir aos bloquistas um lugar confortável enquanto terceira força política mais representativa do espectro político nacional. Ainda à esquerda, a CDU desce ligeiramente para 6,2% e vê o CDS aproximar-se.

 

O partido que em 13 de Março elegeu Assunção Cristas como sucessora de Paulo Portas obteve uma significativa subida de 2 pontos percentuais, de 2,2% em Março para 4,2% em Abril. Por fim, num hipotético acto eleitoral em Abril a abstenção atingiria os 36,1%.

 

Maioria confia em António Costa como primeiro-ministro e Cristas é líder com melhor nota

 

Questionados sobre em quem têm maior confiança para desempenhar o cargo de primeiro-ministro de Portugal, se em António Costa ou em passos Coelho, a maioria (50,8%) dos inquiridos pela Aximage escolhe o secretário-geral socialista. Passos recebe a preferência de apenas 38,8%, enquanto 8,4% não confiam em nenhum dos líderes dos dois maiores partidos nacionais.

 

Em relação à avaliação feita aos líderes partidários, a recém-eleita presidente centrista é a que recebe melhor nota, isto depois de o seu antecessor ter culminado a liderança do CDS com uma nota negativa. De 0 a 20, Assunção Cristas consegue 13,1, seguida por António Costa (12,7) e de Catarina Martins (12,6). Com nota negativa aparecem Passos Coelho (8,9) e Jerónimo de Sousa (8,7), secretário-geral do PCP.


Governo tem correspondido às expectativas

 

Quando passam cerca de quatro meses e meio desde que assumiu funções, o XXI Governo Constitucional, 55,1% dos eleitores que responderam ao estudo da Aximage consideram que o Executivo chefiado por António Costa tem tido uma governação "igual ao que esperava".

 

As respostas dividem-se em partes quase iguais entre aqueles que acham que o Governo superou e os que consideram que ficou abaixo das expectativas. Para 23,3% a equipa governamental está a governar "melhor do que esperava" e 17,2% acham que está a governar "pior do que esperava". Os restantes 4,4% não têm opinião.

 

Já o ministro das Finanças, Mário Centeno, é visto por 16,5% dos inquiridos como o melhor ministro, enquanto 9,9% avalia o antigo economista do Banco de Portugal como o pior ministro do Governo. Já Tiago Brandão Rodrigues, ministro da Educação, é o pior ministro para a maior percentagem de inquiridos (13,1%). Apenas 6,3% dos respondentes vêem o cientista como o melhor ministro.

 

Nota ainda para João Soares, que se demitiu da chefia da pasta da Cultura esta quinta-feira na sequência da polémica relacionada com a ameaça feita no Facebook a dois colunistas do jornal Público. Soares foi considerado o melhor ministro do Governo por apenas 0,4% e o pior para 6,6% dos inquiridos.  



FICHA TÉCNICA Universo: indivíduos inscritos nos cadernos eleitorais em Portugal com telefone fixo no lar ou possuidor de telemóvel.
Amostra: aleatória e estratificada (região, habitat, sexo, idade, escolaridade, actividade e voto legislativo) e representativa do universo e foi extraída de um sub-universo obtido de forma idêntica. A amostra teve 601 entrevistas efectivas: 289 a homens e 312 a mulheres; 59 no Interior Norte Centro, 84 no Litoral Norte, 102 na Área Metropolitana do Porto, 121 no Litoral Centro, 163 na Área Metropolitana de Lisboa e 72 no Sul e Ilhas; 104 em aldeias, 158 em vilas e 339 em cidades. A proporcionalidade pelas variáveis de estratificação é obtida após reequilibragem amostral.
Técnica: Entrevista telefónica por C.A.T.I., tendo o trabalho de campo decorrido nos dias 2 e 3 de Abril de 2016, com uma taxa de resposta de 85,7%.
Erro probabilístico: Para o total de uma amostra aleatória simples com 601 entrevistas, o desvio padrão máximo de uma proporção é 0,020 (ou seja, uma "margem de erro" - a 95% - de 4,00%).
Responsabilidade do estudo: Aximage Comunicação e Imagem Lda., sob a direcção técnica de Jorge de Sá e de João Queiroz.
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