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Azeredo Lopes: "É importante robustecer o papel da UE na parte da defesa"

O ministro da Defesa Nacional, Azeredo Lopes, defendeu a importância de "robustecer o papel da União Europeia na parte da defesa", afirmando ser necessário definir a complementaridade de esforços com a NATO.

Azeredo Lopes - Defesa Nacional: O portuense que lidera a pasta da Defesa não é recordado espontaneamente por quase ninguém (0,1%), apesar de se ter destacado já antes, entre 2006 e 2011, na presidência da Entidade Reguladora para a Comunicação Social e, desde a eleição de Rui Moreira, como chefe de gabinete do presidente da Câmara do Porto. É por uma décima que José Alberto Azeredo Lopes, professor de Direito Internacional da Universidade Católica, surge com mais avaliações positivas (0,4) do que negativas (0,3).
Marta Poppe
Lusa 24 de Novembro de 2016 às 23:40
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"É relativamente fácil dizer que as relações entre a NATO e a UE na área da defesa são de complementaridade e de não duplicação, mas é preciso exactamente definir em que é que isso consiste", disse Azeredo Lopes esta quinta-feira à agência Lusa depois de um encontro, em Berlim, com a sua homóloga alemã, Ursula von der Leyen. 

 

Azeredo Lopes defendeu que a duplicação de esforços entre a UE e a NATO "é irracional", obrigando a um esforço operacional para que as duas organizações demonstrem eficiência.

 

O ministro da Defesa exemplificou com a operação Sophia, liderada pela União Europeia, e a operação da NATO, Sea Guardian, cujos objetivos passam pela luta contra o contrabando e tráfico de seres humanos na zona do Mediterrâneo.

 

"Portugal participa na operação Sophia e vai participar na operação Sea Guardian, para a qual já se disponibilizou. Isto significa o quê? Significa que o mesmo Estado vai estar a participar, na mesma área geográfica, em duas operações de natureza similar. Isto obriga a um grande esforço de grande eficiência operacional justamente para que não haja o problema de parecer que as duas organizações estão - e não estão - a competir pelo mesmo território", acrescentou.

 

Azeredo Lopes relembrou que, apesar das ameaças de segurança relativamente à UE serem as mesmas definidas pelo quadro de organização da NATO, a União está perante problemas específicos que desafiam a sua estabilidade.

 

"A parte da coesão entre os Estados, a questão da União Económica e Monetária. Tudo isso são elementos que justificam prioridade para que não possa de alguma forma pensar-se que esta nova estratégia da UE quanto à segurança e quanto à defesa é um paliativo que visa adiar a resolução dos problemas com que actualmente nos deparamos", afirmou.

 

Além do plano para a implementação de uma nova estratégia da política europeia para segurança e defesa aprovado pelo Conselho de ministros dos Negócios Estrangeiros e da Defesa em Bruxelas, a reunião focou-se nas missões das Nações Unidos e da UE no Mali e na República Centro-Africana.

 

Os homólogos discutiram ainda os últimos desenvolvimentos na política internacional como o 'Brexit' a os resultados das eleições norte-americanas. 

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