Finanças Públicas Bagão Félix: "É forçado dizer que este orçamento é eleitoralista"

Bagão Félix: "É forçado dizer que este orçamento é eleitoralista"

Contrariando a crítica que tem sido feita pela oposição, Bagão Félix considera que um orçamento que reduz o défice para valores próximos de zero não pode ser visto como eleitoralista. Isso não significa que não tenha medidas eleitoralistas, o que também é inevitável em democracia.
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Manuel Esteves Rosário Lira 13 de outubro de 2018 às 21:00
António Bagão Félix faz várias críticas ao governo mas não consegue afirmar que o Orçamento do Estado que se adivinha para 2019 seja eleitoralista.

"Quando agora se diz que [o orçamento] é eleitoralista… Com um orçamento clássico e liberal do ponto de vista das contas públicas? É um bocadinho forçado dizer isto", desabafa o ex-ministro das Finanças do Governo de Durão Barroso e Paulo Portas. "Quanto ao objectivo final, [o orçamento] não é eleitoralista. Se fosse eleitoralista não diminuía o défice", afirmou em entrevista ao Negócios e Antena 1. 

De resto, o economista diz também já não ter "paciência" para estas discussões redutoras. 
"Confesso que já não tenho muita paciência para esses nomes. Qualquer orçamento tem coisas boas e tem coisas más. Não é preto e branco. E vamos lá ver, eu sou insuspeito do ponto de vista político. Qual é o orçamento, em anos de eleições, seja qual for o governo que lá está, não tem uma certa tendência eleitoralista. É evidente que tem. Faz parte das regras da democracia", defendeu.

Não sendo eleitoralista, o Orçamento do Estado para 2018 contém medidas eleitoralistas, como é o caso do aumento extraordinário para os pensionistas. Leia a entrevista na íntegra na segunda-feira. 









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