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Bagão Félix: "Se o Estado entrar na banca não pode ser um parceiro dorminhoco"

Bagão Félix defende que o Estado não pode entrar no capital dos bancos como um sleeping partner , e que os bancos devem compreender que têm de existir contrapartidas.

Rita Faria afaria@negocios.pt 15 de Novembro de 2011 às 10:41
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Bagão Félix defendeu hoje que, se o Estado entrar no capital dos bancos privados, deve fazê-lo de forma activa, e não como um “parceiro dorminhoco”. Já os bancos, devem compreender que, em troca de um “empréstimo”, têm de existir contrapartidas.

Para o antigo ministro das Finanças, e actual conselheiro de Estado, o “duelo” entre banqueiros e o Estado “é um diálogo que deve ser entendido como ambas as partes tendo a sua parte de razão, porque há um conjunto de posições em que cada um procura realizar os seus pontos de vista”.

“Se o Estado entrar no capital dos bancos não pode ser um parceiro dorminhoco, um silent partner, tem que ter um papel maior do que esse, e os bancos não estão interessados nisso”, disse ao Negócios, Bagão Félix, à margem da conferência “As seguradoras e o desafio da poupança”.

“Quem entra com o dinheiro tem de ter algumas contrapartidas, e quem precisa de ajuda tem de perceber isso”, sublinhou o economista, acrescentando ainda que não acredita que o Estado se tornará accionista maioritário de nenhuma instituição bancária em Portugal.

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